Apresentador do JN sobre coronavírus: “Tive medo de não voltar”

Marcelo Magno passou 12 dias internado e relatou sua experiência com a Covid-19. Ele aproveitou para defender o isolamento social

atualizado 26/04/2020 19:58

Marcelo Magno apresentando o jornal nacionalReprodução/TV Globo

Recuperado do coronavírus, o apresentador do Jornal Nacional Marcelo Magno contou à revista Veja sobre o período de internação que passou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O apresentador relatou como tudo começou, listou sintomas e aproveitou para defender o isolamento social.

“Na sexta-feira 13, eu me dirigi ao hospital e passei por exames de raio-X e de sangue, mas nada grave foi constatado. Fui liberado após fazer inalação. No sábado, festa de aniversário de 1 ano do meu filho, eu me sentia bem. Na madrugada de domingo, o quadro mudou. Tive febre e voltei ao pronto-socorro. Saí de casa bem, eu mesmo dirigi o carro. Os primeiros exames apontaram uma pneumonia grave e fui informado de que ficaria internado. Passei por mais exames, inclusive o de Covid-19”, começou.

“Tinha medo de ser intubado, mas da forma que estava era inevitável. Foi a pior sensação da minha vida: entrar na UTI consciente, sabendo que iria ‘apagar’. Meu receio era não voltar. Acordei na hora em que estavam colocando o tubo, tentei sair, mas logo apaguei novamente. No mesmo dia, minha família e os médicos receberam o resultado positivo para Covid-19”, relatou Magno sobre os momentos de terror que viveu na UTI.

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O apresentador passou 12 dias internado, sendo que oito deles foram na Unidade de Terapia Intensiva e seis intubado. “Mas Deus cuidou de mim o tempo todo! Meu tratamento foi à base de orações, uma forte corrente de fé; e, no hospital, os médicos combatiam a doença usando a combinação dos medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina”, afirmou.

Marcelo contou que no 12º dia de internação um novo exame de coronavírus testou negativo: “No mesmo dia tive alta médica e voltei para casa com uma saudade enorme da família. Nas semanas seguintes, por videochamada, tive os cuidados de um otorrino e fiz exercícios com uma fonoaudióloga, além de contar com a ajuda de uma fisioterapeuta e um infectologista”.

“Mesmo jovem e sem problema de saúde, fui infectado e precisei de UTI. Se não tivesse um leito disponível com respirador mecânico, não sobreviveria. Por isso defendo o isolamento social até que tudo seja controlado. Quem pode deve ficar em casa. Isso tudo vai passar, vamos vencer, mas até lá não dá para baixar a guarda. A experiência me fez repensar a vida, valorizar cada detalhe. Graças a Deus, renasci para viver minha nova história”, finalizou.

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