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- Foto: Leon Bennett/Getty Images for Essence
A Netflix deu um passo adiante na posição de mídia dominante no mercado de entretenimento ao contratar Shonda Rhimes, de “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How To Get Away With Murder”. Em 2016, a plataforma superou qualquer outro canal (de rede aberta ou a cabo) em quantidade de séries e filmes originais. Parte dessa quebra de paradigma se deve à força do streaming em atrair mentes criativas do cinema e da televisão tradicional.
Além de Shonda Rhimes, quais outros artistas famosos se associaram à Netflix? De Will Smith e Brad Pitt, astros de Hollywood, a cineastas como David Fincher, Martin Scorsese e os irmãos Ethan e Joel Coen. Veja na galeria abaixo.
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O contrato de Adam Sandler com a Netflix significou a primeira grande ruptura de um astro de Hollywood com o modelo tradicional. Em 2014, as duas partes assinaram um acordo exclusivo de exibição de quatro filmes para o canal – um deles, "The Ridiculous 6", lançado em 2016, bateu recorde como o longa mais visto da plataforma já no primeiro mês de exibição. Gostem os críticos ou não, o comediante renovou a parceria para mais quatro produções.
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Com dificuldade para emplacar filmes nos últimos anos – "Beleza Oculta" que o diga –, Will Smith fez uma jogada esperta ao se associar à Netflix no filme "Bright". Orçada em US$ 90 milhões, a produção tenta assimilar os blockbusters de Hollywood ao criar um mundo habitado por seres humanos e criaturas mitológicas. Não por acaso, estreia em 22 de dezembro, mês festivo e de férias.
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Ava DuVernay, de "Selma" (2014), dirigiu o elogiado documentário "A 13ª Emenda" para a Netflix – rendeu indicação ao Oscar. O próximo projeto dela na plataforma será um filme de amizade feminina estrelado por Rihanna e Lupita Nyong'o. Sequer tem data de estreia, mas já é certeza de hit.
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"War Machine", com Brad Pitt no papel de um excêntrico militar americano, representou outra tentativa da Netflix de dar uma cara mais "cinematográfica" ao seu acervo de filmes originais. A Plan B, produtora criada pelo astro, também bancou "The OA" e "Okja", outros produtos da plataforma.
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Diretor de "Clube da Luta" (1999) e "A Rede Social" (2010), David Fincher continua bastante respeitado em Hollywood. Mas, desde 2013, decidiu diversificar o currículo. Dirigiu dois episódios na primeira temporada de "House of Cards" e, em 2017, assina três capítulos da novíssima "Mindhunter", seriado investigativo sobre serial killers. Também atua como produtor executivo nos dois programas.
Netflix/Divulgação
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Shonda Rhimes, a popular produtora de "Grey's Anatomy", "Scandal" e "How to Get Away With Murder", deixou o canal aberto ABC para entrar na Netflix. Ela deve levar para o streaming algumas de suas principais marcas, como as protagonistas negras e a diversidade sexual mostrada nas tramas.
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"Mindhunter" estreia em 13 de outubro.
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Martin Scorsese
Olivia Harris/REUTERS
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Vencedores do Oscar por "Onde os Fracos Não Têm Vez" (2007), os irmãos Ethan e Joel Coen retornam ao faroeste a bordo da Netflix. Em formato de antologia, a minissérie "The Ballad of Buster Scruggs" reúne seis histórias distintas ambientadas no Velho Oeste. Estreia em 2018, ainda sem data anunciada.
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Spike Lee é outro grande cineasta atraído pelo alcance da Netflix. A série "She's Gotta Have It" se baseia diretamente no filme homônimo lançado pelo diretor em 1986. Chega ao streaming em 23 de novembro. O recente especial "Rodney King" também foi feito exclusivamente para a plataforma.
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Os irmãos Lilly e Lana Wachowski, dos filmes "Matrix" (1999) e "Speed Racer" (2008), estrearam na TV com a série "Sense8". Bastante popular no Brasil, mas longe do patamar das principais atrações do streaming, foi cancelada em 2017. Após protesto dos fãs, a plataforma anunciou um especial de duas horas para encerrar a trama sem interrogações.
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O sempre inquieto e produtivo diretor alemão Werner Herzog ("O Homem Urso") também aderiu ao streaming. "Visita ao Inferno" ("Into the Inferno") acompanha o cineasta explorando vulcões ao redor do mundo – inclusive com uma paradinha na Coreia do Norte, locação do momento mais curioso do filme.
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Diretor de comédias mais adorado na Hollywood atual, Judd Apatow ("O Virgem de 40 Anos") tem vasta experiência na TV – "Freaks and Geeks", "Girls" e várias outras. "Love" marca a primeira colaboração com a Netflix: um olhar mais realista e profundo sobre relações amorosas no mundo contemporâneo.
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A série "Love". Renovada para a terceira temporada.
O quanto a supremacia da Netflix merece uma profunda relativização – o catálogo de originais de certa maneira estrangula a escolha do público, tal qual faz a TV fechada – mereceria artigo à parte. A estrutura formulaica de várias séries, nutridas por temas do momento (nostalgia, suicídio, anorexia, política, etc), também rende análise oportuna.
Um fato inegável é como o streaming gerou um ambiente favorável e, ao que parece, saudável para que cineastas, roteiristas e produtores de séries emplaquem ideias que teriam vida mais difícil em mídias tradicionais.
A Netflix se vende como uma empresa que faz apostas e topa mostrá-las para o público, com quem a comunicação via redes sociais costuma ser franca e despojada. Por outro lado, é uma TV guiada por estudos profundos sobre os interesses do público – vale lembrar que “House of Cards” foi “gerada” por algoritmo.
O melhor exemplo dessa lógica foi visto no cancelamento de “Sense8”, série que dava prejuízos, mas tinha base de fãs apaixonados. Após semanas de repercussão na internet, a Netflix anunciou a produção de um especial de duas horas para dar um fim digno ao programa.