A Dona do Pedaço: três deslizes que deram o que falar

Entre a encomenda do assassinato de Vivi, a falta de testemunhas no assassinato de Jardel e a pasta verde, o público criticou a desatenção

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atualizado 17/11/2019 17:04

Que A Dona do Pedaço agradou ao público não há dúvida. Os altos índices de audiência, que superaram os 40 pontos, atestam isso. No entanto, apesar do saldo altamente positivo, a história escrita por Walcyr Carrasco não passou incólume por alguns deslizes. Três deles em especial deram o que falar, gerando críticas tanto do público quanto dos críticos. Você concorda?

A encomenda da alma de Vivi

Disposto a se vingar de Otávio (José de Abreu) pela morte de sua filha, Edilene (Cynthia Senek) – que tinha um caso com o ricaço, engravidou, fez um aborto e não resistiu –, Cosme (Osvaldo Mil) decidiu dar fim a Vivi (Paolla Oliveira), herdeira de seu patrão. Para isso, viajou ao Espírito Santo para contratar os serviços de um matador profissional. Então, no momento de acertar os detalhes, tudo ficou confuso. O motorista mostrou uma foto em que apareciam Vivi à esquerda, Jô (Agatha Moreira) no meio e Kim (Monica Iozzi) à direita.

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O justiceiro, Chiclete (Sérgio Guizé), perguntou qual das três deveria matar e Cosme, em vez de indicar o alvo – algo importantíssimo, já que se tratava da encomenda de um caro assassinato –, reclinou o corpo para trás e disse apenas: “A do canto”. Ou seja, não ajudou em nada. Em seguida, ao ser perguntado pelo nome, respondeu “Virgínia”, quando todos na mansão dela a tratavam por “Vivi”. Por fim, citou o nome de Kim sem propósito algum, o que levou Chiclete a achar que ela fosse a vítima. Uma trama confusa que se arrastou por vários capítulos, até o matador descobrir que seu alvo deveria ser a digital influencer. Ficou esquisito.

A “invisível” morte de Jardel

Chantageada por Jardel (Duio Botta), que a fotografou aos beijos com Régis (Reynaldo Gianecchini) e amaçava contar tudo para Maria da Paz (Juliana Paes), Jô (Agatha Moreira) se viu obrigada a se encontrar com o mordomo para lhe entregar uma bolsa cheia de dinheiro. Afinal, seria um escândalo se sua mãe descobrisse seu caso com o marido dela. Os dois, então, combinaram um encontro numa rua bastante movimentada, com muitas pessoas passando pelas calçadas e trânsito intenso.

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Quando o chantageador deixou claro que todos os meses iria exigir mais grana, os dois começaram a discutir. Então, a garota, desesperada com a ameaça, o empurrou para a pista, para ser atropelado. Resultado: a morte de Jardel. Jô foi embora e tudo ficou por isso mesmo, a não ser por Fabiana (Nathalia Dill), que fez uma foto do momento do crime. Inevitavelmente, o público começou a questionar. Se os dois discutiram no meio da rua, ninguém viu nada? Havia vários prédios comerciais ao redor e nenhuma câmera filmou o crime? E o motorista do caminhão, não viu o empurrão que aconteceu diante de seus olhos? Essas perguntas ficaram no ar e deram o que falar…

Procura-se uma pasta verde

Outra trama esquisita foi a do sumiço do documento que anulava a transferência da fábrica de bolos de Maria da Paz (Juliana Paes) para Jô (Agatha Moreira). O papel estava numa pasta verde na casa de Antero (Ary Fontoura). Como precisava levar documentos para a academia na qual iria trabalhar, Leandro (Guilherme Leicam) pegou a pasta numa gaveta sem ver o que tinha dentro, pôs a papelada em seu interior e levou para Adriano (Thiago Thomé). Este deixou a pasta na mesa e nem deu bola para ela.

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Então, Lygia (Dani Guimãraes), quando precisou entregar panfletos sobre um suplemento alimentar para Beatriz (Natália do Vale), usou o quê? A tal pasta verde. E nem se preocupou com o que havia dentro dela. Com isso, o documento, para desespero de Maria da Paz, ficou em algum canto da mansão da mãe de Vivi (Paolla Oliveira). Isso até que, enfim, Agno (Malvino Salvador) juntou as peças envolvendo a trajetória da pasta verde e a encontrou, para a felicidade da boleira. O público, é claro, não perdoou. Afinal, como alguém usa uma pasta indiscriminadamente sem ver o que tem dentro?

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