Racismo: Justiça convoca socialite que ofendeu filha de Gagliasso

Nas redes sociais, Day se manifestou sobre o processo: "O governo não vai extraditar uma pessoa por chamar outra de 'macaca'. Te manca"

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atualizado 02/12/2019 17:51

Dois anos após ofender Titi, filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Day McCarthy recebeu um prazo de 15 dias para se apresentar à Justiça do Rio de Janeiro. Na última segunda-feira (25/11/2019), o caso teve um novo desdobramento: a socialite tem a opção de se defender das acusações de racismo.

Caso ela escolha não se apresentar diante de um juiz ou envie um representante, ela pode ser julgada à revelia. A Justiça poderá então considerar “verdadeiros os fatos dos autores”, segundo o advogado dos pais, Alexandre Celano Cordeiro, em entrevista ao Notícias da TV.

Ele ainda afirmou que, se Day for condenada, pode ser procurada na esfera criminal – mesmo estando fora do Brasil. “Quando sair a condenação, ela pode sim ser procurada pela Justiça no exterior. É isso que buscamos”, enfatizou o advogado.

Nas redes sociais, Day se manifestou sobre o processo: “Eu não sou procurada da Justiça, porque não matei ninguém no Brasil. Não roubei banco. Não sequestrei ninguém. Se tivesse feito isso, um crime hediondo, cabe[ria] extradição. E eu não fiz isso”, disse. “Eu não vou pagar nada. Eu não estou ilegal no país onde estou. Eu sou cidadã no país onde estou e o governo não vai extraditar uma pessoa por chamar outra de ‘macaca’. Te manca”, disparou.

Relembre o caso

No final de novembro de 2017, Day apareceu nas redes sociais para criticar Titi, chamando-a de “macaca horrível”. Ela ainda fez ainda mais declarações racistas sobre a criança: “A menina é preta, tem um cabelo horrível de pico de palha e um nariz de preto, horrível, e o povo fala que a menina é linda? Aí essas mesmas pessoas vêm ao meu Instagram me criticar pela minha aparência?”.

Esta não foi a única criança que a falsa socialite criticou. Ela também declarou que a filha de Roberto Justus e Ticiane Pinheiro se parecia com Chucky, o personagem dos filmes de terror homônimos. Na época, ela também explicou o porquê de não medir a língua antes de disparar insultos: “Eu moro no Canadá e o Justus não tem cidadania canadense. Pra ele vir aqui me processar, ele teria que ter a cidadania. E outra: as leis aqui e no Brasil são diferentes. Eu achar a Rafaella Justus feia não é crime, tá? Ela é feia, tem um metro de testa, olho torto, e daí?”.

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