Paciente 63: série original do Spotify traz brilho à ficção científica
Focado no gênero, o podcast é certeiro em sua proposta de trazer um mundo apocalíptico devastado por diversas pandemias
atualizado
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Paciente 63, série do Spotify estrela por Mel Lisboa e Seu Jorge, traz um mundo apocalíptico em que dois viajantes do tempo retornam a 2012 para evitarem a propagação de uma outra pandemia, causada pelo vírus Pégaso. Com este tema, é claro que o podcast não poderia deixar de citar o coronavírus. Com uma temática como essa, a produção é certeira no objetivo de causar uma agonia nos ouvintes.
Antes de seguirmos para a crítica, confira a sinopse oficial do podcast.
Ano 2012. A doutora Elisa Amaral (Mel Lisboa) acorda dez anos antes dos acontecimentos mais marcantes da sua vida. Pedro Roiter (Seu Jorge) está encalhado em um futuro perdido e neste passado os papéis trocam: ela é a paciente enigmática de um terapeuta. Por que o ano de 2012? Por que ela? O amor é capaz de viajar no tempo? Maria Cristina Borges é uma ameaça letal? O vírus Pégaso é um destino do qual não se pode fugir? É o dever de Elisa salvar o futuro da humanidade novamente?
Crítica
Paciente 63 retornou ao Spotify para a sua segunda temporada. Diferentemente do que aconteceu nos primeiros 10 episódios, disponibilizados em julho de 2021, essa sequência aprofunda e busca solucionar os mistérios propostos quando a produção foi ao ar.
Elisa retorna a 2012 para evitar os acontecimentos que precedem o fim do mundo em 2062, em que Maria Cristina Borges seria a paciente 0 do Pégaso. Isso desencadeia uma série de mudanças na série e diversos papéis se invertem quando comparamos os dois conjuntos de episódios.
Se, na primeira, Elisa (Mel Lisboa) é a personagem que precisa ser convencida do que acontece no futuro por Pedro, na segunda é a médica quem precisa fazer com que ele acredite em seu relato.
A série busca incomodar e trazem uma crítica às nossas atitudes não só em relação ao novo coronavírus, mas em nossas relações em um mundo sem pandemia. E esse é tremendo acerto da produção, que foi criada pelo chileno Julio Rojas e dirigido por Gustavo Kurlat.
Ao ouvir os episódios, os fãs da série sentem aquela agonia e passam a refletir sobre o que está sendo passado. E não são só os espectadores que passam por isso. Seu Jorge e Mel Lisboa também relataram um certo desconforto. Mesmo assim, a curiosidade e a sequência de acontecimentos trazer uma reflexão interessante e prende aqueles que estão apreciando a audio série.
“Eu acho que a série impacta muito por esse reconhecimento imediato com a nossa realidade. No que isso vai resultar? Eu acho que todas as questões sobre como vamos sair dessa pandemia são muito impactantes. O que está sendo falado ali não é uma coisa absurdamente fora da realidade”, explica Mel Lisboa.
A trilha sonora e os efeitos também trazem uma particularidade para o aúdio, buscando aprofundar e melhorar, ainda mais, a experiência do ouvinte, outro grande acerto.
“É extremamente sensorial e faz com que tudo atue dentro das pessoas, de se colocar na cabeça do ouvinte, um ambiente, um lugar, uma temperatura, uma dinâmica e todos os sentimentos possíveis. A voz, todo o trabalho da ambientação, da trilha e dos efeitos sonoros, eu acho que podem promover a série”, pontuou Seu Jorge, quando o assunto é a ficção no Spotify.
Paciente 63 é uma adaptação da série Caso 63, que foi lançada originalmente no Chile. No Brasil, a produção ficou no 1º lugar entre os mais ouvidos na Parada de Podcasts do Spotify e permaneceu assim após as três primeiras semanas após o lançamento e, também, ficou em 1º lugar na categoria Ficção.













