Seungri, ou Lee Seung Hyun, foi formalmente acusado de administrar uma rede de prostituição. No final de fevereiro, o SBS funE noticiou que haviam encontrado evidências de um grande escândalo: o astro teria usado boates no distrito de Gangnam, na Coreia do Sul, para fazer lobbying com investidores.

O cantor tem se envolvido em diversas controvérsias ao longo dos anos, incluindo uma investigação na boate Burning Sun, conectada à sua companhia de investimentos, Yuri Holdings, que Seungri buscava estabelecer desde o final de 2015.

Lá, clientes alegaram ser agredidos por funcionários. Além disso, o local também vem sendo investigado desde o final de janeiro por atividades ilegais, que variam desde suborno das autoridades ao tráfico de drogas. A alegação mais chocante, porém, foi que trabalhadores da boate estavam oferecendo mulheres drogadas para serem estupradas por clientes VIP.

No dia 27 de fevereiro, o cantor passou por um teste de drogas, que deu resultado negativo. Em seguida, ele cancelou sua turnê no Japão e na Indonésia. Nesse domingo (10/3), foi formalmente acusado de administrar uma rede de prostituição, entre outras atividades conectadas a esse crime.

 

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O cantor fez um pedido de desculpas formal em seu Instagram, no qual anunciou a aposentadoria da indústria de entretenimento. “Não consigo tolerar [a ideia de] machucar aqueles ao meu redor para me salvar”, escreveu.

Escândalos
Os nomes de cada um dos envolvidos foram ocultados, exceto o de Seungri, na reportagem que acusou o cantor de administrar a rede de prostituição. A SBS funE exibe “uma conversa de KakaoTalk [aplicativo de mensagens] entre Seungri, cantor C, o representante Yoo da Yuri Holdings e o funcionário Kim”.

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A conversa mostra Seungri pedindo para seus funcionários conseguirem “meninas fáceis” para os investidores

 

Nos diálogos, os envolvidos discutiam um encontro entre um investidor no Club Arena, em Gangnam. As mensagens mais condenatória vieram do “representante Yoo”, que escreveu: “Estou preparando as prostitutas agora, então, quando as duas prostituas vierem, você [funcionário Kim] leve elas e tenha certeza que cheguem ao quarto do hotel em segurança”. Em resposta, o funcionário Kim falou: “Sim. Já enviei os dois homens [para o quarto]”.

A repórter Kang Kyeong Yoon alega que a evidência é real, mas também admitiu que algumas partes da conversa foram deixadas de fora por causa de “expressões inapropriadas”.

Big Bang
O grupo de Seungri, Big Bang, já é acostumado com escândalos. Embora na Coréia do Sul uma camisa mostrando as palavras Fuck You seja o bastante para exigir um pedido de desculpas formal, os membros da banda já se envolveram em situações mais sérias.

Em 2010 o líder do grupo, G-Dragon (Kwon Ji Yong), foi pego em um teste após fazer o uso de maconha. Ele desmentiu as acusações, afirmando que ofereceram um baseado para ele enquanto estava bêbado. O artista teria confundido com cigarro normal. O rapaz não foi acusado formalmente.

Outro integrante que se envolveu em escândalo foi T.O.P (Choi Seung Hyun), formalmente acusado de usar maconha com uma mulher da mesma companhia (YG Entertainment) em casa.

Pedido de desculpas

Esse é o Seungri.

Neste ponto, acho que seria melhor se eu me aposentasse da indústria de entretenimento. Decidi me aposentar [da indústria] pois os problemas que causei e o distúrbio social são grandes demais. A respeito do que está sendo investigado, irei cooperar com a investigação e esclarecer todas as suspeitas.

Tenho recebido críticas e hate do público pelo último mês a respeito da situação das agências investigativas nacionais me investigando, estou até sendo acusado de ser um traidor da nação. Pessoalmente não consigo tolerar machucar aqueles ao meu redor para me salvar.

Agradeço sinceramente todos os fãs dentro e fora da Coreia que me amaram muito por 10 anos, e acho que é aqui que paro pelo menos [para proteger] a honra de YG e BIGBANG.

Novamente, me arrependo e peço desculpas.

Agradeço [o apoio de todos].