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Música

Retrospectiva 2017: ouça os 10 melhores discos internacionais do ano

Kendrick Lamar, The National, Lorde e LCD Soundsystem são alguns dos destaques da nossa seleção de melhores álbuns gringos da temporada

28/12/2017 05:30, atualizado 28/12/2017 12:35
Kevin Winter/Getty Images for Coachella
Retrospectiva 2017: ouça os 10 melhores discos internacionais do ano

A temporada 2017 da música internacional acabou por não revelar uma obra-prima. Mesmo assim, o ano foi frutífero em termos de qualidade e diversidade sonora, com ótimos lançamentos de rock, rap, eletrônico, folk e pop.

Kendrick Lamar e Vince Staples solidificaram suas posições como dois dos principais rappers da atualidade, enquanto Lorde alcançou seu auge pop e artístico no álbum “Melodrama”. No universo da música folk, Laura Marling, Mount Eeerie e Fleet Foxes apresentaram instigantes novos projetos. Sem tantos lançamentos marcantes ao longo dos últimos doze meses, o rock marca presença somente com os indies The National e Perfume Genius.

Confira e ouça os 10 melhores discos internacionais de 2017, em ordem alfabética:

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Retrospectiva 2017: ouça os 10 melhores discos internacionais do ano - destaque galeria
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<b>"Big Fish Theory"</b>, de Vince Staples. O segundo disco de estúdio rapper não chega a superar "Summertime '06" (2015), mas tem uma generosa dose de inventividade: rimas incorporadas a estilos eletrônicos como house e dance. "Rain Come Down" e "BagBak" são audições viciantes. <a href="https://open.spotify.com/album/1qnEwPuG3l4PqRu8h3ULH7" target="_blank">Ouça</a>
<b>"Crack-Up"</b>, de Fleet Foxes. Os barbudinhos de Seattle precisaram de apenas dois álbuns (sobretudo "Helplessness Blues", de 2011) para fazer da Fleet Foxes talvez a melhor banda de folk da música contemporânea. Após seis anos sem disco de inéditas (e três de hiato), o quinteto se entrega às orquestrações e emplaca grandes canções, como "Fool's Errand" e "Kept Woman". <a href="https://open.spotify.com/album/0xtTojp4zfartyGtbFKN3v" target="_blank">Ouça</a>
<b>"A Crow Looked at Me"</b>, de Mount Eerie. Dentro da música folk, o correspondente mais próximo desse belíssimo disco de luto é "Carrie & Lowell" (2015), em que Sufjan Stevens tentou se reconectar com a mãe ausente após o falecimento dela. Phil Elverum, o cantor e compositor por trás da banda solo Mount Eerie, tenta entender a morte da esposa, Geneviève Castrée, em um álbum conceitual sobre alguém que não volta mais. Poético e cortante. <a href="https://open.spotify.com/album/5p64XgvFREt1P6mC7Xl6XN" target="_blank">Ouça</a>
<b>"Damn"</b>, de Kendrick Lamar. Nem tão poético quanto "To Pimp a Butterfly" (2015) ou confessional como "Good Kid, M.A.A.D City" (2012), mas imensamente mais pop do que esses dois antecessores. Não à toa, foi eleito o disco número 1 da Billboard em 2017. É hit que não acaba mais: "Humble", "Loyalty" (com Rihanna), "DNA" e quantas mais repetidas audições permitirem. <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/em-damn-kendrick-lamar-equilibra-cronica-social-e-rap-de-raiz" target="_blank">Leia crítica</a>. <a href="https://open.spotify.com/album/7wbJhbCvhPfbK1CLAkpq25" target="_blank">Ouça</a>
<b>"Flower Boy"</b>, de Tyler, the Creator. Mais próximo do amigo Frank Ocean do que qualquer outro trabalho do rapper. Um disco curto, direto, menos raivoso e mais introspectivo do que de costume. Ainda assim, com sua reserva de petardos certeiros, como "Who Dat Boy" e "911/Mr. Lonely". <a href="https://open.spotify.com/album/2nkto6YNI4rUYTLqEwWJ3o" target="_blank">Ouça</a>
<b>"American Dream"</b>, do LCD Soundsystem. A prova de que nenhuma despedida é para sempre. Após quase cinco anos de distância dos palcos, James Murphy renovou o projeto eletrônico-roqueiro com dez músicas que se lambuzam nesse caldo delicioso de new wave, synth-pop e pós-punk. "How Do You Sleep?" merece figurar entre as melhores canções da banda. <a href="https://open.spotify.com/album/4AF1M7bGCFL3LHCtXUUXw5" target="_blank">Ouça</a>
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"American Dream", do LCD Soundsystem. A prova de que nenhuma despedida é para sempre. Após quase cinco anos de distância dos palcos, James Murphy renovou o projeto eletrônico-roqueiro com dez músicas que se lambuzam nesse caldo delicioso de new wave, synth-pop e pós-punk. "How Do You Sleep?" merece figurar entre as melhores canções da banda. Ouça

Columbia/Divulgação
<b>"Big Fish Theory"</b>, de Vince Staples. O segundo disco de estúdio rapper não chega a superar "Summertime '06" (2015), mas tem uma generosa dose de inventividade: rimas incorporadas a estilos eletrônicos como house e dance. "Rain Come Down" e "BagBak" são audições viciantes. <a href="https://open.spotify.com/album/1qnEwPuG3l4PqRu8h3ULH7" target="_blank">Ouça</a>
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"Big Fish Theory", de Vince Staples. O segundo disco de estúdio rapper não chega a superar "Summertime '06" (2015), mas tem uma generosa dose de inventividade: rimas incorporadas a estilos eletrônicos como house e dance. "Rain Come Down" e "BagBak" são audições viciantes. Ouça

Def Jam/Divulgação
<b>"Crack-Up"</b>, de Fleet Foxes. Os barbudinhos de Seattle precisaram de apenas dois álbuns (sobretudo "Helplessness Blues", de 2011) para fazer da Fleet Foxes talvez a melhor banda de folk da música contemporânea. Após seis anos sem disco de inéditas (e três de hiato), o quinteto se entrega às orquestrações e emplaca grandes canções, como "Fool's Errand" e "Kept Woman". <a href="https://open.spotify.com/album/0xtTojp4zfartyGtbFKN3v" target="_blank">Ouça</a>
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"Crack-Up", de Fleet Foxes. Os barbudinhos de Seattle precisaram de apenas dois álbuns (sobretudo "Helplessness Blues", de 2011) para fazer da Fleet Foxes talvez a melhor banda de folk da música contemporânea. Após seis anos sem disco de inéditas (e três de hiato), o quinteto se entrega às orquestrações e emplaca grandes canções, como "Fool's Errand" e "Kept Woman". Ouça

Nonesuch/Divulgação
<b>"A Crow Looked at Me"</b>, de Mount Eerie. Dentro da música folk, o correspondente mais próximo desse belíssimo disco de luto é "Carrie & Lowell" (2015), em que Sufjan Stevens tentou se reconectar com a mãe ausente após o falecimento dela. Phil Elverum, o cantor e compositor por trás da banda solo Mount Eerie, tenta entender a morte da esposa, Geneviève Castrée, em um álbum conceitual sobre alguém que não volta mais. Poético e cortante. <a href="https://open.spotify.com/album/5p64XgvFREt1P6mC7Xl6XN" target="_blank">Ouça</a>
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"A Crow Looked at Me", de Mount Eerie. Dentro da música folk, o correspondente mais próximo desse belíssimo disco de luto é "Carrie & Lowell" (2015), em que Sufjan Stevens tentou se reconectar com a mãe ausente após o falecimento dela. Phil Elverum, o cantor e compositor por trás da banda solo Mount Eerie, tenta entender a morte da esposa, Geneviève Castrée, em um álbum conceitual sobre alguém que não volta mais. Poético e cortante. Ouça

P.W. Elverum & Sun/Divulgação
<b>"Damn"</b>, de Kendrick Lamar. Nem tão poético quanto "To Pimp a Butterfly" (2015) ou confessional como "Good Kid, M.A.A.D City" (2012), mas imensamente mais pop do que esses dois antecessores. Não à toa, foi eleito o disco número 1 da Billboard em 2017. É hit que não acaba mais: "Humble", "Loyalty" (com Rihanna), "DNA" e quantas mais repetidas audições permitirem. <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/em-damn-kendrick-lamar-equilibra-cronica-social-e-rap-de-raiz" target="_blank">Leia crítica</a>. <a href="https://open.spotify.com/album/7wbJhbCvhPfbK1CLAkpq25" target="_blank">Ouça</a>
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"Damn", de Kendrick Lamar. Nem tão poético quanto "To Pimp a Butterfly" (2015) ou confessional como "Good Kid, M.A.A.D City" (2012), mas imensamente mais pop do que esses dois antecessores. Não à toa, foi eleito o disco número 1 da Billboard em 2017. É hit que não acaba mais: "Humble", "Loyalty" (com Rihanna), "DNA" e quantas mais repetidas audições permitirem. Leia crítica. Ouça

Interscope/Divulgação
<b>"Flower Boy"</b>, de Tyler, the Creator. Mais próximo do amigo Frank Ocean do que qualquer outro trabalho do rapper. Um disco curto, direto, menos raivoso e mais introspectivo do que de costume. Ainda assim, com sua reserva de petardos certeiros, como "Who Dat Boy" e "911/Mr. Lonely". <a href="https://open.spotify.com/album/2nkto6YNI4rUYTLqEwWJ3o" target="_blank">Ouça</a>
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"Flower Boy", de Tyler, the Creator. Mais próximo do amigo Frank Ocean do que qualquer outro trabalho do rapper. Um disco curto, direto, menos raivoso e mais introspectivo do que de costume. Ainda assim, com sua reserva de petardos certeiros, como "Who Dat Boy" e "911/Mr. Lonely". Ouça

Columbia/Divulgação
<b>"Melodrama"</b>, de Lorde. A balada millennial melancólica que só a neozelandesa é capaz de organizar. Faixas como "Supercut" e "Perfect Places" representam as diversas faces de um dos discos mais pop do ano: solidão, coração partido e separação a serviço de hits. <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/critica-melodrama-e-o-maior-album-millennial-que-voce-respeita" target="_blank">Leia crítica</a>. <a href="https://open.spotify.com/album/4JeJPyNnsB3tqnHR7RL5v5" target="_blank">Ouça</a>
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"Melodrama", de Lorde. A balada millennial melancólica que só a neozelandesa é capaz de organizar. Faixas como "Supercut" e "Perfect Places" representam as diversas faces de um dos discos mais pop do ano: solidão, coração partido e separação a serviço de hits. Leia crítica. Ouça

Republic/Divulgação
<b>"No Shape"</b>, de Perfume Genius. Sob a alcunha da banda solo, Mike Hadreas lança seu quarto disco e, de quebra, emplaca "Slip Away", certamente uma das melhores faixas do ano. Um art pop sem medo de soar extravagante, pensativo e operístico, sempre na medida certa. <a href="https://open.spotify.com/album/7awgq3vvlsIeA7dZduR9x4" target="_blank">Ouça</a>
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"No Shape", de Perfume Genius. Sob a alcunha da banda solo, Mike Hadreas lança seu quarto disco e, de quebra, emplaca "Slip Away", certamente uma das melhores faixas do ano. Um art pop sem medo de soar extravagante, pensativo e operístico, sempre na medida certa. Ouça

Matador/Divulgação
<b>"Semper Femina"</b>, de Laura Marling. Mesmo distante de "I Speak Because I Can" (2010) e "Once I Was an Eagle" (2013), seus melhores discos, a cantora folk londrina consegue criar brechas criativas inéditas em seu sexto álbum. Um estudo sobre o que é ser mulher a partir de amizades, digressões reflexivas e um espírito sempre inquieto e aberto a descobertas. <a href="https://open.spotify.com/album/3Z4NNeh0gf4oGquXZEU1NT" target="_blank">Ouça</a>
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"Semper Femina", de Laura Marling. Mesmo distante de "I Speak Because I Can" (2010) e "Once I Was an Eagle" (2013), seus melhores discos, a cantora folk londrina consegue criar brechas criativas inéditas em seu sexto álbum. Um estudo sobre o que é ser mulher a partir de amizades, digressões reflexivas e um espírito sempre inquieto e aberto a descobertas. Ouça

More Alarming Records/Divulgação
<b>"Sleep Well Beast"</b>, de The National. Das melhores bandas indies dos anos 2000, a The National chegou ao apogeu artístico em "High Violet" (2010) e "Trouble Will Find Me" (2013) com paragens noturnas e crônicas alarmantes sobre a vida adulta. Nada melhor que intensificar o volume, então. Ainda que o conjunto de doze novas canções não supere os discos anteriores, Matt Berninger e companhia refletem sobre estar nesse mundo com um equilíbrio certeiro entre caos, longas tomadas de fôlego e desolação. Cabe até um solo de guitarra (no hit "The System Only Dreams in Total Darkness"). <a href="https://open.spotify.com/album/6zG9PHw8dlMLIyRE9TEGGk" target="_blank">Ouça</a>
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"Sleep Well Beast", de The National. Das melhores bandas indies dos anos 2000, a The National chegou ao apogeu artístico em "High Violet" (2010) e "Trouble Will Find Me" (2013) com paragens noturnas e crônicas alarmantes sobre a vida adulta. Nada melhor que intensificar o volume, então. Ainda que o conjunto de doze novas canções não supere os discos anteriores, Matt Berninger e companhia refletem sobre estar nesse mundo com um equilíbrio certeiro entre caos, longas tomadas de fôlego e desolação. Cabe até um solo de guitarra (no hit "The System Only Dreams in Total Darkness"). Ouça

4AD/Divulgação