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Música

Produtor do 1º disco da Legião Urbana lança livro com bastidores

O livro Será!, do produtor José Emilio Rondeau, traz os bastidores musicais do primeiro disco da Legião Urbana, lançado há 40 anos

04/06/2025 02:00
Mauricio Valladares
Produtor do 1º disco da Legião Urbana lança livro com bastidores

José Emilio Rondeau, o Zé Emilio, foi produtor do primeiro disco da Legião Urbana e lança, nesta terça-feira (4/6), o livro Será!. A nova obra do autor conta os bastidores do álbum de estreia da banda brasiliense e revela qual foi a música mais difícil ser gravada.

O disco contou com faixas icônicas como Será, Ainda é Cedo e Por Enquanto. Mas, segundo o produtor, a mais difícil foi Geração Coca-Cola.

“Era para ser a faixa-assinatura da Legião. O abre-alas da banda. Mas foi a música mais difícil de ser gravada de todo o disco. Justamente por causa da expectativa em torno dela, do que representava e do peso que carregava”, explicou.
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Renato Russo foi o fundador e vocalista da Legião Urbana
Legião Urbana
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Renato Russo na gravação do primeiro disco da Legião Urbana
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Renato Russo na gravação do primeiro disco da Legião Urbana

Mauricio Valladares
Renato Russo foi o fundador e vocalista da Legião Urbana
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Renato Russo foi o fundador e vocalista da Legião Urbana

CESAR DINIZ/AE
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ALEXANDRE LANDAU/AE
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Segundo Zé Emilio, a faixa não tinha uma forma definida e chegou a frustrar os músicos. “Mais ou menos pesada. Mais ou menos furiosa. Mais ou menos suja. Cogitou-se até uma versão debochada”, relembrou.

Apesar de tudo, a canção se tornou um dos maiores sucessos da banda. Fernanda Villa-Lobos, empresária do grupo no início da banda, conta ainda um detalhe inusitado da canção envolvendo Renato Russo.

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“Só Renato assina a composição da música. Acho que ele sabia que seria o hit dele e não ia dividir a autoria, já era só dele (risos)”.

Detalhes do livro

Os legionários Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá trazem mais histórias que se intercalam com as do produtor Zé Emílio, do diretor de produção Mayrton Bahia, do técnico de gravação do disco, Amaro Moço, e de Fernanda Villa-Lobos, mulher do Dado e empresária do grupo no início da banda.

“Quando ouvi a primeira fita cassete da Legião sabia que a história do rock brasileiro iria mudar. Ali estavam as sementes para uma potencial revolução. E eu precisava fazer parte daquele momento”, relembra José Emilio Rondeau.