Niack se inspira no É o Tchan em clipe: “Mistura do Brasil com Egito”

O funkeiro é dono do hit Oh Juliana, música que o tornou o primeiro brasileiro na Global 200 da Billboard

atualizado 08/04/2021 18:20

Niack e Washington em Moça ArabianaReprodução/Youtube

Com apenas 18 anos, MC Niack já conseguiu fazer história em sua carreira como cantor. Voz do hit Oh Juliana, o funkeiro foi o primeiro brasileiro a aparecer na Global 200 da Billboard e, no ano passado, por dias, liderou a lista de artista mais ouvido do Spotify no país. Depois de tanto sucesso, a expectativa por novos trabalhos se tornou ainda maior entre os fãs. Em seu novo single, Moça (Oh Arabiana), ele buscou inspiração no É o Tchan, grupo de axé que ficou famoso nos anos 1990 e 2000 por suas músicas animadas e com duplo sentido.

Em seu novo som, que tem uma letra picante, Niack faz uma nova versão da mistura do Brasil com Egito e convidou ninguém menos que Compadre Washington para estrelar o clipe ao seu lado. O trabalho audiovisual foi lançado nessa quinta-feira (8/4).

“Um dos melhores clipes que eu já gravei! Ele remete ao É o Tchan com a dancinha do ventre e a ‘mistura do Brasil com Egito’. Foi surpreendente conhecer a personalidade de um dos meus ídolos [Compadre Washington] e ver que ele é um cara tão gente boa”, afirmou.

Distante dos palcos, Compadre Washington contou que se sentiu lisonjeado por ter sido convidado a participar do trabalho de Niack.

“Minha neta, Ana Julia, sempre dançava Oh Juliana. Quando fui convidado, fiquei muito feliz, pensei: ‘Vou gravar com esse cara ai, ele tá estourado e me dando essa moral!’, um cantor jovem que poderia ter escolhido outra pessoa. Curti pra caramba, me amarrei, dancei e relembrei momentos do É o Tchan”, considerou o cantor.

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Na torcida para que Oh Moça repita o sucesso dos hits anteriores, Niack explica que não tem existe uma fórmula para bombar uma música. “Acho que a receita certa é ter constância. Eu trabalho bastante! O que tenho de música guardada aqui vocês não têm noção”, finaliza.

Nova forma de fazer sucesso

Enquanto nos anos 1990, sinônimo de sucesso era ganhar um disco de Platina ou abrir um programa de auditório no domingo, atualmente cantores quebram recordes diários na web e, da noite para o dia, se tornam fenômenos nacionais.

“Antigamente era muita ralação, literalmente ‘Ralando o Tchan’ (risos). A gente comprava ficha telefônica e dava para os parentes ligarem nas rádios e pedirem nossa música. Hoje em dia você coloca na internet e ‘boom’”, comparou Washington.

“E ‘boom’ explode com força (risos)”, completou Niack.

Mesmo sem estar envolvido em projetos musicais atualmente, Washington contou que está em busca de um espaço nas redes sociais e, com a ajuda de seus filhos, tem procurado atualizar seus perfis com frequência.

“Se naquela época tivesse Insta, Face, e tudo mais, eu teria milhões de seguidores. Mas agora, tenho uns 200 mil e pouco. Agora que estou partindo para o mundo digital. Entrei de corpo e alma nisso aí: TikTok, lives, stories… tudo para poder estar na vibe dos jovens”, refletiu Compadre.

Sem previsão de retorno aos palcos

Em um momento em que o setor cultural ainda sofre com as limitações advindas da pandemia de Covid-19, Niack confessa que não tem expectativa de shows presenciais neste ano. A falta de perspectiva o faz reconhecer ainda mais a importância da internet em seus lançamentos.

“A internet com certeza me ajudou muito durante esse período da pandemia. No ano passado, eu explodi sem fazer show, só com os lançamentos na internet. Claro que o baile funk, os shows ajudam as músicas a tomarem força mas, hoje, as redes sociais, Instagram, TikTok, são fundamentais para os artistas”, considera.

“Ano que vem talvez possam voltar devargazinho os eventos. Não sei se nesse ano dá para vacinar todo mundo, é muita gente. Se não fosse a internet, eu teria que procurar outro emprego”, pontua o funkeiro que tem aproveitado o pouco tempo livre para fazer novas composições e algumas produções.

Assim como Niack, Compadre Washington não vê grandes mudanças no que diz respeito à retomada dos shows presenciais ainda neste ano. O ex-É o Tchan conta que não está trabalhando em projetos musicais atualmente, mas sempre que tem alguma ideia, passa a um amigo que é compositor e está ao seu lado desde o auge do grupo de axé.

“Espero que essa vacina chegue logo para que possamos nos abraçar, curtir a vida. Precisamos ter calma, paciência. Tudo vai passar, se você puder ficar em casa, se cuidando, fique. Só saia se precisar trabalhar, garantir o pão de cada dia”, concluiu compadre Washington.

Confira o clipe de Oh Moça (Arabiana):

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