O que é o funk bruxaria, vertente que cresce nas pistas e nas redes
Funk bruxaria, um subgênero do funk mandelão paulista, domina paradas e ganha espaço em festas e eventos voltadas para o ritmo
atualizado
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Nos últimos anos, um novo gênero de funk ganhou força: o funk bruxaria, vertente do mandelão paulista, que dominou as paradas e virou trilha de eventos marcados por distorções intensas e uma estética caótica. Com essa sonoridade, artistas de diferentes regiões passaram a conquistar espaço no disputado cenário do funk — seja no carioca, paulista ou ostentação.
Peça-chave do movimento, DJ K, de 22 anos, explica que o estilo nasce da mistura com outros gêneros, como rock e R&B. Conhecido pelo bordão “O Bruxo”, ele diz que seu trabalho vai além de produzir música: é “fazer bruxaria”.
“Quando eu criei a bruxaria eu misturava rock terror, trilha sonoras em uma única faixa. Minha vinheta deu o nome a esse gênero. É um conceito mais voltado para o caos e distorção de áudio que brinca com a mente”, explica ele ao Metrópoles.
DJ K define a bruxaria como “fator da musicalidade, dos ‘tuins’, do caos musical em uma faixa só”. O “tuin” citado por ele é um som hiperagudo, semelhante a uma sirene, que ele inclui em singles como Isso Não é um Teste.
Além do DJ Bruxo, outros artistas se destacam na cena. Entre eles, DJ Santis 061, DJ Mandrake, DJs Kenan e Kel e DJ Blakes.
O gênero que virou festa
O sucesso do gênero trouxe ao foco uma festa voltada para o universo do funk bruxaria. A Submundo 808 nasceu em Campinas, São Paulo, e iniciou sua história com a intenção de construir um espaço mais acolhedor para a cultura preta. Desde então, transformaram o estilo musical em estilo de vida.
“A Submundo representa um espaço de pertencimento, onde as pessoas se reconhecem na música, na estética, na arte em suas variadas formas, e isso reflete diretamente na energia da festa”, afirma Vinícius Mariano, um dos sete fundadores do evento. Segundo ele, o funk é a base da festa, o que inclui o bruxaria.
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“O funk bruxaria teve e tem um papel importante na construção da identidade sonora da festa, principalmente pela atmosfera e pela estética que ele carrega, mas nossa conexão é com o funk de maneira muito ampla. Tem bruxaria, mandelão, automotivo, consciente, rave, e tantas outras sonoridades que mostram como o funk está em constante transformação e criatividade”, completa.
A Submundo 808 passa por Brasília em 23 de maio, com atrações como Kenan e Kel, Nathan RV, Badsista, Caio Hot, entre outros.






