EUA: protestos contra racismo recolocam músicas de artistas negros no topo

Faixas de Childish Gambino, Bruno Mars e Kendrick Lamar lançadas há alguns anos retornaram às mais ouvidas após ecoarem nos protestos

atualizado 03/06/2020 17:24

Reprodução

A onda de protestos contra a violência policial nos Estados Unidos, que se espalhou por diversos países do mundo, teve efeitos na indústria cultural: músicas emblemáticas de artistas negros voltaram a figurar entre as mais consumidas.

This is America, do rapper Childish Gambino, que discute a questão do racismo voltou a aparecer na lista das mais vendidas no iTunes norte-americano.

A faixa Where Is The Love?, do grupo Black Eyed Peas, lançada em 2003, reapareceu entre as 200 mais vendidas no iTunes. A música, que tem o clipe ambientado em um protesto, viralizou após ser cantada por manifestantes.

A balada pop Count on Me, de Bruno Mars, lançada em 2010 também reapareceu na lista: a música fala sobre como amigos podem contar um com os outros, em uma mensagem de união, uma das marcas dos protestos nos Estados Unidos.

Em outras plataformas de streaming o movimento pode ser igualmente observado, na lista Top 50 do Spotify, que lista as músicas mais do mundo, aparece novamente This is America.

Na mesma seleção está a faixa Alright, de Kendrick Lamar, lançada originalmente em 2015. A faixa traz versos como “Nós vamos ficar bem”.

Babu Santana Lista É Som de Preto
Babu Santana lançou lista no SPotify para divulgar artistas negros
No Brasil

O cantor e ator Babu Santana, que levou a discussão sobre o racismo para o Big Brother Brasil 20, inaugurou no Spotify, nesta quarta-feira (03/06), uma playlist chamada de É Som de Preto.

O artista atendeu ao pedido dos fãs e criou uma lista divulgando músicos negros, como MV Bill, Linn da Quebrada e Karol Conká. “Quero que meus fãs conheçam novas referências”, explicou Babu.

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