Como Elza se modernizou e virou a voz brasileira do milênio
Cantora morreu nesta quinta-feira (20/1), aos 91 anos, de "causas naturais", segundo comunicado divulgado no perfil do Instagram da artista

Elza Soares não parou de cantar até a sua morte, nesta quinta-feira (20/1), aos 91 anos, de causas naturais. Quando muitos artistas encerram suas carreiras, a cantora lançou o primeiro álbum de inéditas e o 32º da trajetória, A Mulher do Fim do Mundo (2015). A carioca tinha 84 anos quando o disco foi lançado e, mais uma vez, foi ovacionada mundo afora por seu talento.
Em A Mulher do Fim do Mundo, faixa homônima, Elza pede: “Me deixem cantar até fim”. O apelo atendido prontamente pelos fãs rendeu prêmios como O Grammy Latino de 2016, de Melhor Álbum de MPB. O trabalho também entrou para a lista de melhores do ano do jornal The New York Times. Só alguns dos muitos feitos da brasileira que foi eleita a cantora do milênio pela BBC.
Ícone da luta antirracista e pelas causas feministas, Elza Soares soltou a voz e o verbo em A Mulher do Fim do Mundo. Cantou sobre violência doméstica, em Maria da Vila Matilde; e diversidade de gênero, em Benedita. Reverenciou a força da mulher com Firmeza e percebeu que ainda tinha muito a falar.
Após o seu renascimento musical, lançou mais dois trabalhos inéditos seguidos: Deus é Mulher (2018) e Planeta Fome (2019), com o qual voltou a ganhar o Grammy Latino, em 2020, de Melhor Canção em Língua Portuguesa por Libertação.























