Dona Ivone Lara faz 95 anos. Conheça um pouco mais de sua vida e obra
Estrela de primeira grandeza na história do samba, a cantora e compositora tem uma história de lutas, episódios tristes e de sucessos
atualizado
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Dona Ivone Lara terá seus 95 anos, completados nesta quarta (13/4), bem comemorados no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu em 1921 e vive até hoje. No Imperator – Centro Cultural João Nogueira, ela recebe as cantoras Áurea Martins, Luíza Dionízio e Nilze Carvalho para o show “Damas Negras do Samba”.
Merecedora de todas as homenagens, essa estrela de primeira grandeza do samba tem uma trajetória marcada pela música desde o berço. Conheça um pouco de sua história e de sua música em 10 tópicos:1
Filha de uma cantora de rancho (antigos blocos carnavalescos) e de um mecânico de bicicletas, violonista e também compositor, Ivone ficou órfã aos 6 anos de idade. Sob responsabilidade de tios, foi enviada para um internato na Tijuca, onde permaneceu até os 16 anos.
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Nos anos 1940, formou-se assistente social e especializou-se em terapia ocupacional. Isso a levou a trabalhar no Serviço Nacional de Doenças Mentais, com a doutora Nise da Silveira, famosa por seus métodos revolucionários – é sobre ela o filme “Nise, o Coração da Loucura”, com Glória Pires.
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O primeiro samba de partido-alto composto por Ivone Lara foi “Tiê, Tiê”, quando tinha 12 anos, em parceria com o primo Hélio dos Santos. A música foi incluída no disco coletivo “Quem Samba Fica”, em 1974. No mesmo ano lançou o primeiro LP, “Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz”.
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Em 1965, aos 44 anos, ingressou na Ala de Compositores do Império Serrano, tornando-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba.. Foi o ano em que compôs o clássico “Os Cinco Bailes Tradicionais da História do Rio” – também chamada de “Os Cincos Bailes da Corte” – com Silas de Oliveira e Bacalhau.
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O ano de 1975 foi difícil na vida pessoal de Dona Ivone. Odir, um de seus dois filhos, sofreu um acidente de carro. Com o susto, o marido dela, Oscar Costa, teve um enfarte fulminante e morreu. Os dois eram casados desde 1947.
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Dona Ivone Lara só passou a se dedicar exclusivamente á carreira artística em 1977, quando se aposentou. Já tinha músicas gravadas por diversos artistas.
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Em 1978, fez grande sucesso a gravação de Maria Bethânia para a música “Sonho Meu”, de Dona Ivone, incluída no disco “Álibi”, da cantora baiana. Um sucesso que ampliou ainda mais o público da sambista.
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Outro fato que tornou Dona Ivone também mais conhecida por um público não necessariamente ligado no samba foi a inclusão de “Enredo do Meu Samba” na abertura da novela “Partido Alto”, da TV Globo, 1984. Na TV, a música tocava diariamente na voz de Sandra Sá.
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A artista já se apresentou em diversas cidade dos mundo: Paris (1996, 1998 e 2002), Acra, Gana (1999), Lisboa (2000), Montreux, Suíca (2000 e 2002), Tbuinen, Alemanha (2000), Nova York (2001), Benguela, Angola (2001), e Milão, Itália (2002).
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Como não poderia deixar de ser, Dona Ivone Lara já foi o tema de enredo de escola de samba. No Carnaval de 2012, a Império Serrano entrou na Marquês de Sapucaí com o enredo “Dona Ivone Lara: O Enredo do Meu Samba”.
