Crítica: “Starboy”, de The Weeknd, reflete sobre a vida após a fama

Novo disco do canadense Weeknd, “Starboy” acena para a música disco oitentista e entrega crônicas sobre fama

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Facebook
Weeknd
1 de 1 Weeknd - Foto: Reprodução/Facebook

The Weeknd, aos 26 anos, anda preocupado em solucionar uma dúvida. O que vem depois da fama? “Starboy” parece ser a continuação natural de “Beauty Behind the Madness” (2015), o disco que fez o cantor estourar mundialmente. O canadense abraça de vez a música pop para, por meio dela, seguir destilando suas crônicas etílicas e insones sobre curtição, drogas, desejo, melancolia.

Autoapelidado de “o rei do outono”, Weeknd alcançou um nível de popularidade impensável para quem o acompanhava há uns quatro, cinco anos. Hoje, ele é o tipo de artista que figura no topo da Billboard, emplaca música (“Earned It”) na franquia erótica “Cinquenta Tons de Cinza” e acumula dezenas de milhões de cliques a cada novo clipe lançado.

Entre 2010 e 2011, ele era apenas o desconhecido Abel Tesfaye. Surgiu misteriosamente como um sujeito de Toronto que assinava como Weeknd e postava músicas no YouTube. Essas primeiras produções geraram a mixtape “House of Balloons” (2011), que chamou a atenção da mídia e gente famosa como o rapper Drake (também canadense).

“Starboy” (“o garoto das estrelas”) representa quase que uma ruptura entre as duas personas de Weeknd. Ele encerrou sua fase underground ao reunir “Balloons” e suas duas outras mixtapes de 2011 em “Trilogy” (2012). Quando levou sua produtora XO para o selo Republic, no fim de 2012, assumiu-se como um nome do mainstream. O que não deveria ser algo ruim. Mas, de certa maneira, foi.

New Wave, pop anos 80: erros e acertos
O novo disco começa (“Starboy”) e termina (“I Feel It Coming”) com colaborações ao lado do Daft Punk. Não à toa, os melhores momentos do CD. Eis o porém. Todo o miolo é pontuado por uma incursão agressiva e irregular no rock New Wave (Talking Heads, The Smiths) e no pop oitentista (Prince).

Weeknd é um raro caso de artista que já surgiu com um som muito bem definido. Aos poucos, as divagações noturnas e intensas de “House of Balloons” culminaram nesse pop megaproduzido de “Beauty Behind the Madness”. “Starboy” registra o que parece ser o reinício, a procura ansiosa por uma nova identidade pós-fama. E uma nova sonoridade.

Em “Ordinary Life”, vê-se um festeiro deprimido. O sucesso se torna algo degradante nos versos de “Six Feet Under”. A voz doce e venenosa de Weeknd, com timbres que sempre rendem comparações a Michael Jackson, busca no passado da música pop o estímulo para seguir em frente.

Tudo isso um ano após estourar. Não deu outra. “Starboy” soa como um balanço apressado de “Beauty Behind”. O que ainda torna Weeknd um artista autêntico é o quanto essa “reflexão” se faz na pista de dança, às 3h da madrugada, com os vícios e virtudes que a rodeiam.

Avaliação: Regular


“Starboy”, do The Weeknd, ainda não está disponível em versão física no Brasil

O disco pode ser ouvido no iTunes, Google PlaySpotify e outras plataformas

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comEntretenimento

Você quer ficar por dentro das notícias de entretenimento mais importantes e receber notificações em tempo real?