Cinco artistas da nova geração hip-hop do DF que vale a pena conhecer

Moradores da Santa Maria, Sobradinho e Brazlândia, entre outros, contam com as mídias digitais para conquistar reconhecimento na música

atualizado 22/10/2021 19:16

A7 Assessoria Artística/Divulgação

Por muitos anos, Ceilândia foi o principal celeiro de artistas do hip-hop do Distrito Federal. De lá, surgiram nomes como Viela 17, Câmbio Negro e Dino Black, que forjaram a identidade brasiliense no gênero e hoje são inspiração para a nova geração. Agora, o som genuíno das periferias ecoa por outras “quebradas” do quadrado com as vozes de jovens que lutam para viver de música.

Santa Maria, Brazlândia e Sobradinho, são algumas das cidades que contam com representantes de estilos como o rap e o trap. O Metrópoles selecionou cinco artistas que vêm se destacando nesse cenário. Confira:

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Gkali

Crescida e criada em Santa Maria, Gkali, de 21 anos, soma mais de 130 mil visualizações no YouTube e nas plataformas de streamings com canções como Capital da Naves e Tipo Anitta. Sob a tutela da brasiliense A7 Produções, lançou em setembro deste ano o EP Jogando Meus Sonhos. Com influências de ritmos como o funk, trap, samba e pagode, as quatro faixas do álbum exaltam o protagonismo feminino.

“Ceilândia tem muito rappers e sou grata pela contribuição deles e delas. Mas também tem gente muito ‘foda’ de outras cidades do DF. Eu fico extremamente feliz de representar a Santa Maria, onde tudo começou”, ressalta Gkali, que deixa seu amor pela terra natal no hit mais recente, intitulado Santa Sul.


Caetano Marques

Com voz grave e caneta apurada, Caetano Marques vem construindo seu nome na cena nacional. Nascido em Taguatinga, fez parcerias com artistas de outros estados como o rapper Kawê de São Paulo, e o Mc Lya, do Rio de Janeiro.

O músico ultrapassa os 320 mil views só no YouTube. Além de 116 mil plays no Spotify. Para conquistar os números promissores, Caetano precisou enfrentar os desafios comuns a todos os artistas não-agenciados por grandes gravadoras.

“A maior dificuldade é a falta de recursos e de união [dos rappers] de Brasília. Isso atrapalha bastante para quem está chegando agora. Temos grandes talentos aqui, fazendo trabalhos incríveis e que só precisam de uma oportunidade”, considera Caetano.


RoyMV7

Com quase duas décadas de estrada no hip-hop, RoyMv7 faz uma conexão entre a nova e a velha escola do hip-hop. Em 2021, o cantor e morador de Santa Maria iniciou uma nova fase de sua carreira.

“A nova geração criou uma nova cara para o rap feito no DF, colocando melodia nas rimas, coisa que não se via tanto. A galera das antigas pavimentou as ruas para nova geração poder andar com mais facilidade. Máximo respeito e gratidão”, avalia Roy, cujo o último lançamento, Tá Enganada, o fez atingir a marca de 50 mil visualizações no YouTube.

MC Bruno da BZC

Mc Bruno da BZC traz Brazlândia no nome. O jovem cantor de 24 anos tem como referência grandes nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Cássia Eller e Oswaldo Montenegro, e aposta no trap e funk para alcançar seu lugar no mercado fonográfico nacional. O dono dos hits Tentou ser Santa, Poh Mylena, Mocinha do Problema, Larissa e Manda Foto tem 850 mil visualizações no YouTube. No streaming, BZC já alcançou mais de 200 mil em plays.


Lejow

Com três álbuns, 1%, 3% e Hat-Trick, e mais de 40 músicas lançadas, o cantor e compositor Lejow transita por subgêneros do rap, com foco especial no trapsoul. Mineiro da cidade de Patrocínio, veio a Brasília ainda na infância e, com 12 anos, descobriu as batalhas de rima da cidade. As canções de Lejow somam 180 mil visualizações no YouTube, e aproximadamente 130 mil streams.

 

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