BK’ lança EP Cidade do Pecado e fala sobre vivências do rap
Em cinco faixas com sonoridades experimentais, o rapper carioca traz uma estética brasileira para o ritmo norte-americano
atualizado
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O rapper carioca BK’ é um homem de palavra. Após prometer aos fãs que lançaria um produto musical por ano, ele divulgou o EP Cidade do Pecado na primeira semana de dezembro. Acompanhado do beatmaker Jonas Ribeiro, conhecido artisticamente como JXNV$, o cantor entregou cinco faixas inéditas.
Para além do compromisso de entregar um trabalho bem produzido para o público, BK’ também buscou fazer experimentações sonoras nas músicas. Movido pelos flows e beats, ele busca uma forma própria de fazer rap.
“Minha maior ambição é ter uma característica só minha, uma identidade única. Lancei o EP para testar coisas e experimentar. O Jonas com os beats, eu com a forma de entregar os flows. Estou buscando meu caminho, na procura da escrita perfeita”, afirma.
Nas cinco músicas presentes em Cidade do Pecado, o rapper iniciou cantando sozinho na faixa título e em Não Preciso Que Você Duvide. Depois, reuniu algumas participações. BK’ divide os vocais com a cantora Mayra Andrade, de Cabo Verde, em Paraíso Que Me Cerca, faixa de respiro do EP.
MC Marcelly e Nochica trazem o efeito desejado para a composição em Último Baile Antes da Guerra, música intensa que traz a vivência de um criminoso curtindo um baile. Fechando o EP, o rapper Nill agrega com mais experimentações em E Se Eu Morrer.
“Os feats têm que deixar a música passar a mensagem dela, levando as pessoas para aquele universo. É mais maneiro agregar na música do que só pensar em números. A questão dos números é interessante, mas eu penso muito mais na música. Acho que acertamos nisso nas experimentações”, comemora.
Inspirado pela escrita do rap norte-americano, BK’ trouxe um produto que fala sobre as tentações, problemáticas e formas de se viver em uma grande cidade. Dentro das composições, temáticas como o capitalismo, o racismo e a desigualdade estão presentes, mesmo que de forma indireta.
“É perceptível, pela forma que eu abordo, que é um corpo negro vivendo, sempre com um olhar afetado por essas situações. Mesmo que eu não aponte as questões, eu falo como uma pessoa que sofre diretamente com esse cotidiano, infelizmente”, explica.
BK’ retorna aos palcos com apresentações no Rio de Janeiro nos dias 10, 11 e 12 de dezembro. “A pandemia deixou a gente na dúvida do que a gente é e do que a gente faz. Vivemos um momento tão louco que duvidamos da nossa força e do nosso potencial. Então, nada melhor do que o Circo Voador para encontrar o público e saber como as músicas estão rolando”.
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