Bandas formadas em Brasília homenageiam a capital no João Rock 2019

Plebe Rude, Dado e Bonfá, Capital Inicial e Raimundos foram alguns dos grupos que completaram o lineup do festival em Ribeirão Preto (SP)

atualizado 17/06/2019 19:21

João Rock 2019/Divulgação

Ribeirão Preto (SP) — Parte da história musical de Brasília – narrada pelo Metrópoles no especial 59 anos Embalados Pela Música – se encontrou, no último sábado (15/06/2019), em um dos festivais mais tradicionais do país, o João Rock 2019, em Ribeirão Preto (SP). No palco, grupos formados na capital federal, como Plebe Rude, Capital Inicial, Dado e Marcelo Bonfá (da Legião Urbana), Tribo da Periferia, Natiruts e Raimundos, celebraram a cidade tantas vezes homenageada por eles em suas canções.

A Plebe Rude abriu a programação relembrando faixas que marcaram a geração do rock nacional da década de 1980, como Até Quando Esperar, Censura e Anos de Luta. “Quando se tem 38 anos de banda, você pode utilizar a palavra ‘legado’ sem querer ser pretensioso. Todos os grupos que estão aqui hoje, já nos disseram da importância da Plebe em suas trajetórias. E a gente fica muito feliz de ter contribuído com esse movimento”, afirmou o vocalista, Philippe Seabra.

João Rock 2019/Divulgação
Comandando os vocais do Legião Urbana, André Frateschi lembrou a morte de músico carioca, alvejado com mais de 80 tiros pelo Exército 

Ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá também são corresponsáveis por transformar Brasília na capital do rock. Para Dado, os roqueiros dos anos 1980 colocaram a cidade no mapa musical do país. “A gente mudou a história de Brasília. Com a música, com o punk rock, nós construímos a identidade daquele lugar. E, hoje, estamos aqui reverenciando tudo isso”, disse ao Metrópoles.

De acordo com Bonfá, as letras de Renato Russo continuam relevantes por questões que vão muito além da política. “As músicas da Legião são muito mais profundas que isso, são de verdade, e hoje estamos carentes disso”, opina o baterista. “O que acho é que o Renato, de alguma maneira, conseguiu captar o espírito de um tempo”, completa André Frateschi, à frente dos vocais do grupo desde 2017.

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“É um momento único. Acho que as bandas de Brasília nunca se reuniram assim. Os Paralamas [do Sucesso] também deveriam estar aqui nesse palco. Eu conheci o Bi [Ribeiro] e o Herbert [Vianna] antes de conhecer Renato [Russo] e o Aborto Elétrico. Eu tinha 11 anos e a gente jogava futebol juntos em Brasília”, lembra Dinho Ouro Preto, vocalista da Capital Inicial. Apesar disso, para o artista, existe uma ligação entre os roqueiros da Colina –bairro da capital – que vai além do fator emocional, por terem todos crescidos juntos.

“Há uma parte conceitual por trás dessas bandas todas que viram esse embrião do rock de Brasília, como a Blitz 64, o Aborto Elétrico e a Plebe Rude. O que é bacana é que passados esses anos todos, as músicas continuam conversando com a garotada. A longevidade é o melhor juiz de todos nós”, ressalta Dinho.

Outros sons
Nem só de “rock 80″o Palco Brasília do festival João Rock 2019 foi feito. Quem também marcou presença foi reggae do Natiruts, o rap do grupo Tribo da Periferia e o hardcore do Raimundos. Um dos pontos altos da noite, inclusive, foi provocado por Digão. O cantor pediu a namorada, Viviane Mascarenhas, em casamento, em frente a uma multidão que assistia ao show dos Raimundos.

O músico convidou a amada ao palco para cantar A Mais Pedida e interrompeu a canção no meio, ajoelhou e sacou a aliança do bolso. “Quer casar comigo?”, disse o cantor. O “sim” veio com a torcida do público. Vivi se emocionou, caiu nos braços do noivo e, em seguida, mostrou a aliança aos fãs. Antes de sair do palco, um “eu não acredito” escapou no microfone com som aberto.

A repórter viajou a convite da produção do festival João Rock 2019

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