Aos 51 anos, Péricles se reinventa e lança projeto “para falar de amor”

Em entrevista ao Metrópoles, pagodeiro contou como foi trabalhar em uma série de EPs e videoclipes no contexto da pandemia

atualizado 13/08/2020 19:47

PericlesInstagram/Divulgação

Antes da pandemia do novo coronavírus mudar radicalmente a forma de fazer e consumir cultura, Péricles planejava um projeto grande para 2020.  “Com todos os instrumentos possíveis”, brinca o cantor. Por causa do novo cenário, ele precisou, assim como outros artistas, de fôlego para se reinventar. Habilidade que, aos 51 anos, completados em junho, Pericão tem de sobra.

Menos de um mês após lançar um EP com clássicos da carreira, o pagodeiro acaba de disponibilizar a primeira parte de um álbum inédito, que terá 17 faixas.

To Achando Que é Amor  batiza o nome do projeto e do primeiro single divulgado. Serão, ao todo, cinco EP’s, lançados um a cada mês, até o final do ano. As faixas de destaque contarão com um videoclipe, algo que Péricles não produz há quatro anos.

Em entrevista ao Metrópoles, o artista revelou que o projeto estava nos planos, mas que precisou ser readaptado à nova realidade. “A gente queria fazer uma coisa maior, do jeito que os fãs gostam, mas não seria prudente. No final, o resultado ficou muito bom. Com cara de pagode de mesa, daquele som que a gente faz no quintal de casa”, afirma.

A música escolhida para dar nome ao trabalho é uma de suas preferidas. “É porque fala de amor“, justifica o cantor. “E esse é um tema muito importante nesse momento. A gente tem visto o isolamento social trazer à tona vários preconceitos, medos, raivas. A música vem pra despertar o melhor na gente”, emenda.

Novo normal ao gravar

Segundo o artista, a adaptação “ao novo normal” do entretenimento tem sido bem sucedida.  “As pessoas estão consumindo mais cultura e a gente vem buscando alternativas para oferecer isso. Com shows on-line, em drive-in… tem que se reinventar”, ressalta.

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A escolha de lançar alguns videoclipes também está relacionada à experiência que ele quer proporcionar ao público, que está cada vez mais on-line. “As pessoas querem ver e ouvir.  E, para atender isso, fizemos tudo com total segurança. O casal que aparece gravou em um dia. Comigo, foi em outro, em locação diferente. Um processo muito diferente, mas necessário”, ponderou.

Embora admita que a suspensão de shows represente um baque para o segmento artístico, o cantor pretende aguardar um pouco mais para levar o novo trabalho aos palcos.

“Eu também sou uma empresa e não tem sido fácil. O drive-in mesmo é uma ideia muito legal, mas que estamos analisando. Não vamos fazer enquanto não for seguro pra todo mundo. Estamos em um momento complicado no Brasil ainda. Mas nossa hora vai chegar”, analisou o cantor.

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