Livro conta história de grupo que mata políticos corruptos queimados

“A Arte de Queimar no Inferno, ficção escrita por Adilson Xavier, aborda temas atuais do Brasil

atualizado

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Daniel Ferreira/Metrópoles
Manifestantes pró Lava jato no Congresso Nacional – Brasília(DF), 26/03/2017
1 de 1 Manifestantes pró Lava jato no Congresso Nacional – Brasília(DF), 26/03/2017 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

O escritor Adilson Xavier usa a ficção para debater um tema polêmico: o que aconteceria caso um grupo de pessoas decidisse matar políticos corruptos com requintes de crueldade? Do ponto de vista de um delegado, o autor busca mostrar contradições de um Brasil atormentado pelos desmandos estatais, na obra “2.990 Graus – A Arte de Queimar no Inferno” (Panda Books).

O título tem uma razão: é essa a temperatura utilizada para queimar por dentro os políticos corruptos. Os vilões (vistos por alguns como heróis) inserem um maçarico no ânus das vítimas e disparam a chama. Pesado, certo? Nada que preocupe Adilson.

A ficção lida com hipóteses. Meu livro simplesmente levanta uma. Imagino que, se algo do gênero ocorresse, as pessoas se dividiriam entre os contra e os a favor dos assassinos. É uma provocação reflexiva

Adilson Xavier
Reprodução
Livro custa R$ 49,90

Realmente, “2.990 Graus” trata de temas que afligem o Brasil atual: desinformação, fanatismo religioso, escândalos éticos e desmandos nos aparatos policiais. Os elementos funcionam como combustível para um romance com ares de thriller político.

O desenrolar da trama é visto pelos olhos do delegado Hermano. Em um enredo emaranhado, típico dos romances policiais, o policial entra em contato com um pastor evangélico, um secretário de Segurança Pública corrupto e um polêmico artista plástico. Personagens e situações que parecem ser extraídas das mais recentes manchetes.

“A realidade influencia todo tipo de ficção, mas meu livro não é espelho das notícias. O Brasil sempre foi isso. Como sair desse labirinto de desonestidade é a questão a ser debatida”, comenta Xavier.

Hermano, ao longo da obra, precisa lidar com outros problemas. Ao perseguir os Vingadores do Povo, como fica conhecido o grupo de assassinos de políticos, o delegado vira vilão. “É um personagem instigante, cheio de nuances e conflitos interiores”, diz o autor.

O livro, sem dúvidas, é uma boa aposta para os amantes de romances policiais e coloca o dedo em importantes feridas do Brasil contemporâneo.

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