Biblioteca Nacional apresenta acervo com 400 obras raras

Os títulos serão exibidos ao público e a pesquisadores após a pandemia

atualizado 14/05/2021 11:25

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), maior biblioteca pública do Distrito Federal, apresenta a Coleção de Documentos Históricos Brasileiros, voltada à memória nacional, e a Coleção de Obras Raras, formada por exemplares que possuem alguma particularidade notável. O acervo, composto por 400 livros, é inédito – boa parte do material não estava devidamente catalogado.

“Com a pandemia, conseguimos nos dedicar ao processamento das obras no sistema SophiA [software de catalogação] e estamos finalizando a organização do acervo para possibilitar consulta à coleção quando a biblioteca voltar ao atendimento”, conta a bibliotecária à frente do trabalho, Mariana Giubertti Guedes Greenhalgh (foto ao lado), mestre e doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB).

No acervo, há títulos como, por exemplo, a primeira edição do Corpo de Baile, de João Guimarães Rosa, de 1956, com dedicatória do autor. O mesmo ocorre com A Maçã no Escuro, romance de Clarice Lispector de 1961, com dedicatória da autora.

O acervo poderá ser consultado por pesquisadores credenciados e exibidos ao público mediante agendamento assim que o controle da pandemia da Covid-19 permitir a reabertura dos equipamentos públicos.

Sobre a capital, uma obra considerada rara é o livro Quanto Custou Brasília, de Maurício Vaitsman, com dedicatória do autor e assinado por Juscelino Kubitschek em 1968. Outro destaque é Prelúdio da Cachaça: Etnografia, História e Sociologia da Aguardente no Brasil, do folclorista brasileiro Luís da Câmara Cascudo, de 1968, com xilogravuras de J. Borges, artista e cordelista pernambucano.

A diretora da BNB, Elisa Raquel Sousa Oliveira, reforça que o acervo é constituído de material diversificado, oriundo de diversas coleções da própria Biblioteca Nacional, de acordo com dois critérios principais de seleção: raridade e preciosidade.

“Não basta que a obra seja difícil de achar ou antiga, é preciso também que seja única, inédita, faça parte de alguma edição especial ou apresente algum traço de distinção, como uma encadernação de luxo ou o autógrafo de uma celebridade”, explica a gestora.

Ela promete que, na reabertura da BNB, o público também poderá apreciar exposições que exibirão alguns desses exemplares raros. “A montagem de mostras de obras raras em bibliotecas tem também o propósito de despertar o sentimento de pertencimento na população, ao perceber o valor deste patrimônio que o Brasil possui”, defende.

Com informações da Agência Brasília

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