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Herson Capri celebra a parceria com Caio Blat no teatro

Herson Capri celebra a parceria com Caio Blat no teatro e fala sobre carreira, ousadia, nudez, a relação com o álcool e o futuro das novelas

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Herson Capri - Metrópoles
1 de 1 Herson Capri - Metrópoles - Foto: Reprodução

O jeito de falar é tranquilo, numa fluência serena e em nada monocórdia. E nem poderia em se tratando do ator que ele é. Herson Capri é aquele cara que conhecemos bem apesar de ele nunca ser o mesmo. “Cada personagem tem um universo infinito em si”, diz ele, por telefone, ao NEW MAG. E sobre essa carpintaria, ele ainda acrescenta que não consegue chegar à sua “totalidade”.

Não é o que o público vê em “Memórias do vinho”. Na peça, a última escrita por Jandira Martini (em colaboração com Maurício Guilherme), Herson divide a cena com Caio Blat numa série de embates com reviravoltas surpreendentes. E, ao fim, são ovacionados pelo público que lota o Reinassance, em São Paulo, onde ficam em cartaz até o dia 27 deste mês.

“O teatro perdeu na imprensa o respeito e a consideração que merece”, lamenta o grande ator nesta entrevista, na qual relembra feitos importantes nos palcos como em “Lição de anatomia”, na qual ficou nu (“Não tenho nada contra”), opina sobre o futuro das telenovelas e surpreende ao revelar que não gosta de se assistir na TV. “É uma tortura”, reconhece. Não para o público. Não mesmo.

Seu personagem guarda na adega rótulos raros e preciosos. Você é um apreciador da bebida? Como é sua relação com ela?

Não bebo (risos). Houve um tempo em que apreciei vinhos, quando morei na França, na região onde é produzido o Beaujolais. A degustação do vinho é prazerosa, mas, com o tempo, a rebordosa no dia seguinte piora.  Não gosto de chope nem de cerveja, então parei com o álcool.

A exceção é para o personagem, uma vez que você e Caio bebem em cena…

E ali tem que ser vinho mesmo, não tem essa de suco de uva, não. E isso é bom porque descontrai a gente. Temos embates e cenas tensas, então a gente termina o espetáculo mais relaxado.

Jandira Martini é da mesma estirpe de Leilah Assumpção e Maria Adelaide Amaral. O que o texto, o último escrito por ela, traz de fascinante?

Você colocou muito bem: ela está no patamar das nossas melhores autoras, sendo que ela traz esse viés da comédia. A peça tem um conteúdo forte, mas há um equilíbrio entre consistência e leveza. Mesmo na seriedade, ela tem graça. A dosagem entre emoção e humor está equilibrada, e o pacote não poderia ser mais completo.

Leia a entrevista completa no New Mag, parceiro do Metrópoles

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