O Mundo de Tim Burton abrirá suas portas no Museu da Imagem e do Som, em SP

A perspectiva é que a mostre se torne a segunda mais visitada do museu pop, possivelmente atraindo 140 mil visitantes até 15 de maio

atualizado

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Clarice castro/ GERJ
Construção do novo MIS prioriza uso sustentável de recursos
1 de 1 Construção do novo MIS prioriza uso sustentável de recursos - Foto: Clarice castro/ GERJ

O pequeno Tommy já sabe o que quer de presente de natal. O garoto, atarracado e com formas arredondadas, cabelos vermelhos esvoaçantes, verifica a brasa debaixo de uma pequenina churrasqueira. Papai Noel, o próprio, encontra-se algemado, sobre o calor do fogo, e com olhar assustado. Cuidado, você está entrando na estranha mente criativa de Tim Burton, cineasta e artista dono de um dos estilos mais icônicos e pop da atualidade E, dentro desse pequeno manicômio de sensações e sentimentos, é normal ser tragado e levado com eles.

O Mundo de Tim Burton, enfim, abrirá suas portas (ou sua cabeça, de forma quase literal) nesta quinta-feira, 4, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, com a perspectiva de se tornar a segunda mostra mais visitada do museu pop, possivelmente atraindo 140 mil visitantes até 15 de maio – a campeã é a exposição dedicada ao programa Castelo Rá-Tim-Bum e seus 410 mil visitantes em sete meses. O próprio Burton virá ao País.

A perturbadora ilustração do guri Tommy, provavelmente o próprio Tim, e Papai Noel prestes a se tornar churrasquinho é uma das primeiras exibidas na exposição. Entra-se pela boca do monstro/Burton, para chegar-se ao cérebro do cineasta e artista. É tudo lúdico. Ao longo do primeiro corredor, reuniram-se referências – maquetes, desenhos, ilustrações e até rabiscos em páginas de jornal – com a temática de terror. Aos poucos, viaja-se por todos os estados de espírito do artista. Os visitantes seguirão pelo humor, encontram a alegria, sofrem o choque da melancolia e angústia, e chegam à interessante sala dos projetos não realizados. Há uma maquete da casa onde morou Burton, localizada atrás do letreiro de Hollywood.

Por fim, o local mais esperado pelos fãs é o da filmografia de Burton, dos seus primeiros curtas, no início da década de 1980, passando por toda a sua produção icônica com Os Fantasmas Se Divertem (1989), Batman (1989), Edward Mãos de Tesoura (1992), O Estanho Mundo de Jack (1993), Marte Ataca! (1996), Peixe Grande (2003), Noiva Cadáver (2005), Sweeney Todd (2010), Alice no País das Maravilhas (2010) e Frankenweenie (2012).

A exibição iniciou a turnê pelo mundo em Nova York, no MoMa, em 2009, rodou Melbourne, Toronto, Los Angeles, Paris e Seul. Voltou em 2012, rodou por Praga, Tóquio, Osaka e Brühl (Alemanha) até a chegada ao Brasil. Cerca de 300 pessoas trabalham na montagem física de O Mundo de Tim Burton desde 11 de janeiro.

Apressada, encontrando ocasionalmente a reportagem do Estado, desviando de quadros e maquetes de Burton, a curadora da exposição desde o início dela, Jenny He, entende que a mostra vai a fundo na personalidade de Burton como artista – não apenas como cineasta – e na capacidade de gerar sentimentos com sua arte. “Acho que, para ele, é desconfortável que estejamos dentro da cabeça dele”, ela avalia. “Mas nossa ideia é que as pessoas possam sentir as mesmas emoções que inspiraram cada uma dessas 500 peças”, acrescenta.

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