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Quem visitar o Museu Nacional perceberá que há um novo espaço dentro da instituição. Em área próxima à entrada da rampa que liga a galeria principal com o mezanino, há uma escada que leva à exposição “Câmera Obscura”, do fotógrafo Alexander Muradas. É a primeira vez que o local abriga uma mostra.

Apesar de serem trabalhos fundamentalmente surrealistas, é perceptível o cuidado de Alexander Muradas com a moda e a expressão do corpo humano. Especializado em cobertura de casamento, o fotógrafo fez dos registros apresentados em “Câmera Obscura” uma oportunidade de dar vazão à fantasia.

O trabalho do fotógrafo, que nasceu nos Estados Unidos e vive em Brasília desde 2000, chama atenção não só pelo jogo de luz e sombras, como também pelo apuro nas tecnologias digitais. É possível encontrar, por exemplo, o mesmo modelo retratado várias vezes em uma única imagem.

Boa parte das produções expostas no Museu Nacional tratam de um universo decadente que em muito remete ao paradoxo entre o sagrado e o profano. Boa parte das fotografias foram produzidas em Brasília e no interior de Minas Gerais – uma delas foi realizada no Parque Lage, conhecido ponto cultural do Rio de Janeiro (RJ).

“Câmera Obscura”
Até 29 de outubro no Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios). Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca

 

 

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