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Artes Plásticas

Parlamentares organizam manifestação a favor da arte no Museu Nacional

Espaço cultural foi "inspecionado" pelo pastor Marco Feliciano por abrigar uma exposição considerada "suspeita" por seu grupo de oração

19/09/2017 14:59, atualizado 19/09/2017 16:42
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Daniel Ferreira/Metrópoles
Parlamentares organizam manifestação a favor da arte no Museu Nacional

Por conta dos últimos ataques cometidos contra instituições culturais, alguns parlamentares organizaram uma manifestação em apoio às artes que ocorrerá nesta terça-feira (19/9), às 16h, no Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios). O secretário de Cultura do DF Guilherme Reis também participou do protesto.

Entre os políticos que confirmaram presença, estão Erika Kokay (PT-DF), Chico D’Angelo (PT-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Maria do Rosário (PT-RS) e Margarida Salomão (PT-MG). “Para reagirmos a esse mal que poderá vir como uma onda fascista sobre nossas cabeças temos que nos posicionar”, afirma a chamada da manifestação, entregue via whatsapp.

Reprodução
Convocatória do protesto distribuída pelo WhatsApp

Atualmente, o Museu Nacional sedia a exposição “Não Matarás”, que foi “inspecionada” pelo Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O político recebeu uma denúncia em seu grupo de oração afirmando que a mostra abrigava peças de conteúdo “duvidoso”.

Queermuseu
“Não fizemos nada além de observar e confirmar que a informação era falsa. Não havia apologia a crime nenhum“, afirmou Feliciano ao Metrópoles após a visita. A ação ocorreu após o fechamento da exposição “Queermuseu”, no Santander Cultural de Porto Alegre (RS).

A mostra “Queermuseu” foi cancelada por causa da insatisfação de algumas pessoas que acusavam a exposição de incentivar a pedofilia, a zoofilia e blasfemar símbolos religiosos. O Movimento Brasil Livre (MBL) articulou os principais protestos contra a manifestação artística.

De acordo com o Santander Cultural, a exposição havia sido montada “para nos fazer refletir sobre os desafios que devemos enfrentar em relação a questões de gênero, diversidade, violência”. Porém, a instituição cedeu aos apelos dos grupos contrários à mostra. Em uma nota, a instituição disse “que algumas das obras desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas”.