Morre Julio Le Parc, pioneiro da arte cinética, aos 97 anos
Com obras marcadas por ilusões ópticas, luz e movimento, Julio Le Parc se tornou um dos nomes mais influentes da arte visual mundial
atualizado
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O artista argentino Julio Le Parc morreu no sábado (30/5), aos 97 anos. Considerado um dos pioneiros da arte cinética, ele ficou conhecido por criar obras que combinavam movimento, luz e ilusões ópticas. A causa da morte não foi divulgada.
Nos últimos anos, Le Parc enfrentava problemas de saúde, incluindo sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC). Mesmo assim, sua influência permaneceu presente em museus, galerias ao redor do mundo.
Nascido em 1928, na cidade de Mendoza, na Argentina, o artista mudou-se ainda jovem para Paris. Na capital francesa, ajudou a fundar o Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), coletivo que defendia a participação ativa do público em exposições e a democratização da experiência artística.
A produção de Le Parc acompanhou esses princípios. Após iniciar a carreira com pinturas e guaches, passou a criar estruturas cada mais complexas, incorporando materiais industriais, luzes e elementos suspensos capazes de alterar a percepção visual de quem observava as obras.
Os efeitos ópticos e as variações provocadas pelo movimento transformavam cada visita em uma experiência diferente, tornando o trabalho uma referência internacional da arte contemporânea.
A relação de Le Parc com o Brasil se fortaleceu a partir de 2001, quando ele passou a ser representado pela galerista Nara Roesler. Desde então, a galeria promoveu 18 exposições dedicadas ao artista em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York.
O reconhecimento de sua trajetória segue em destaque. A Tate Modern, em Londres, programa uma grande retrospectiva da obra de Le Parc, com abertura marcada para em 11 de junho e visitação prevista até maio de 2027.





