Exposição retrata lares de comunidades em SP e PE e mais 11 países

Mostra Onde Mora a Esperança exibe fotos de diferentes lares, culturas e povos. Exposição fica na Casa das Rosas, em São Paulo, até 28/1

atualizado 29/10/2021 21:31

Exposição Onde mora a esperançaDivulgação

São Paulo – A Casa das Rosas, na Avenida Paulista, em São Paulo, recebe até 28/11 a exposição Onde Mora a Esperança, realizada pela ONG Habitat para a Humanidade Brasil. Constituída de mais de 6 mil fotos, a mostra exibe imagens de diferentes lares de 12 países, incluindo o Brasil, especificamente as comunidades de Heliópolis, a maior do estado de São Paulo, e Riacho das Almas, em Pernambuco.

A ideia é mostrar casas e moradores de culturas e etnias variadas, além de instigar os espectadores a refletir sobre o direito à moradia digna. A parte brasileira do acervo conta com mais de 70 fotos, clicadas por oito fotógrafos profissionais e amadores. Um deles é Rodrigo Zaim, que tem trabalhos publicados no Metrópoles. Ele clicou famílias da favela paulista especialmente para a iniciativa, assim como pessoas em situação de rua no centro da capital paulista.

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Já Maíra Erlich registrou famílias e lares na comunidade Riacho das Almas. Tanto em Heliópolis quanto em Riacho das Almas, a ONG atua com iniciativas para prover saneamento básico e melhorias habitacionais. Em muitas residências, não há água encanada, por exemplo.

Mário Vieira, diretor executivo da Habitat Brasil, reafirmou o objetivo da mostra: trazer a reflexão sobre questões sociais muitas vezes invisibilizadas, como o acesso à moradia. “A volta ao mundo que essa exposição nos proporciona é um chamado a refletirmos sobre as nossas diferenças e similitudes, compartilhando o planeta onde moramos. É também um convite para atuarmos na construção de um mundo mais democrático e com justiça social. Os cenários são muitos, mas a esperança nos une em cada sonho, em cada conquista, em cada lar”, colocou.

O curador da mostra, João Kulcsár, afirmou que a diversidade exposta nas fotos também deve ser um ponto focal dos espectadores.

“É tentador dizer que essas fotos falam por si mesmas. Sim, elas podem falar, mas só se o visitante tiver um olhar atento e empático para a riqueza de detalhes apresentada em cada painel. A maioria das pessoas tem o sonho de ter um lugar para chamar de seu, que serve de base para os seres humanos encontrarem as necessidades básicas como amor, pertencimento e família, seja ela composta por mães solo, pessoas LGBTQIAP+ ou membros da terceira idade’, complementa.

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