Desenhos bíblicos: advogado aciona Justiça e acusa governo de censura
Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) alterou classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos

Após o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) alterar a classificação indicativa do programa infantil Record Kids: Desenhos Bíblicos, o advogado Wilian Frata protocolou ação popular na Justiça Federal, pedindo a suspensão da medida. Para ele, a portaria é uma forma de “perseguição e censura” do Estado contra um “patrimônio da família”.
“Essa portaria visa coibir os desenhos nos horários em que as crianças podem assistir. Eles querem restringir o horário, colocando-o às 20h. Eles não foram explícitos qual cena traz conteúdo violento”, afirma ele, em conversa com o Metrópoles.
Ele ainda diz: “Ao meu ver, é uma perseguição e censura e uma maneira de querer controlar a televisão brasileira. Por isso entramos com esse pedido, para intervir nessa portaria que é desproporcional ao sistema que nós vivemos”.
Para Frata, a decisão é um “recado” para a classe cristã pelo apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições deste ano. “Foi um recado para o pessoal que não apoiou o Lula. E ele foi mexer logo com as crianças evangélicas, pura manipulação”, disparou.
Portaria do Ministério da Justiça
Na portaria, o Ministério da Justiça elevou a classificação indicativa do desenho de livre para não recomendada para menores de 12 anos, além de recomendar que o programa seja exibido a partir das 20h na televisão aberta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles EntretenimentoO documento justifica que Record Kids: Desenhos Bíblicos contém “atos criminosos, drogas ilícitas, violência e estigma ou preconceito”.
A Record ainda não comentou sobre o assunto. O Metrópoles tenta contato com a emissora e o espaço segue aberto para atualização.





