Veja a lista completa de vencedores do 59º Festival de Cinema de Brasília
O 59º Festival de Brasília chega ao fim neste sábado (19/9) após 8 dias de programações voltadas ao cinema, música e arte

Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, foi eleito o Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial e levou o principal prêmio do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrado neste sábado (19/9), no Cine Brasília. O filme, que tem Conceição Evaristo em sua estreia como atriz, também conquistou os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Figurino. A escritora e Norberto Novais Oliveira, que interpretam o casal protagonista, receberam ainda uma Menção Honrosa do júri.
O longa mineiro marca a quarta participação de André Novais Oliveira como diretor no Festival de Brasília e o segundo prêmio de Melhor Filme conquistado por ele na mostra. O primeiro veio em 2018, com Temporada. O diretor também havia sido premiado pelo roteiro em 2023, por O Dia Que Te Conheci.
“Pode não ser o filme mais arriscado do mundo, mas todo filme tem um risco. E depois desse filme, desse prêmio, vou continuar arriscando. Obrigado ao meu elenco, ao meu pai, Norberto, à Dona Conceição e ao Festival de Brasília”, celebrou André.
Ainda na Mostra Competitiva Nacional, Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, foi um dos destaques da noite, com cinco prêmios, incluindo o Prêmio Abraccine, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
O curta-metragem Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, também se destacou. O filme levou o Troféu Candango de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial e outros quatro prêmios: Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator, para Gerin Black, o Prêmio Abraccine de Melhor Curta-Metragem e o Prêmio Canal Brasil.
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Na Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça, foi eleito Melhor Longa-Metragem tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular.
Entre os curtas, Dora, de Murilo Abreu, recebeu o Troféu Câmara Legislativa de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial. Micheli Santini, pelo mesmo filme, venceu o prêmio de Melhor Atriz. Já o Júri Popular escolheu Hacker Leonilia como Melhor Curta-Metragem.
Ao todo, o 59º Festival de Brasília exibiu mais de 70 filmes, selecionados a partir de 1.928 inscrições de curtas e longas-metragens. Ao Metrópoles, Eduardo Valente, diretor artístico do festival, destacou que o número de inscrições representa um recorde histórico para o evento, realizado desde 1965.

“Para nós, da curadoria, o maior desafio é sentar e descobrir o que o cinema brasileiro está trazendo de novo”, brincou. “Neste ano, trouxemos desde a abertura filmes que as pessoas não esperavam. Para mim, o mais interessante é essa energia de descoberta”, afirmou.
Para Sara Rocha, diretora do evento, a 59ª edição do Festival de Brasília foi marcada não apenas pela celebração do cinema brasileiro e latino-americano, mas também pela mobilização do público, que contribuiu para a realização do festival.
“Foi um movimento fundamental de defesa, de acolhida pela população de Brasília e do país inteiro”, contou ao Metrópoles.
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Segundo a diretora, os preparativos para a 60ª edição já estão a todo vapor. “Nós queremos expandir ainda mais, com mais atividades. Também queremos amplificar o diálogo para garantir o futuro e a segurança do festival e comemorar esta marca tão importante”, concluiu Sara Rocha.
Confira os vencedores a seguir:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL – TROFÉU CANDANGO
Curta-metragem
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Lagoa do Abandono, de Diego Maia
Melhor Direção: Catapreta, por Fundura
Melhor Roteiro: Nicolau, por Gastronomia do Olho
Melhor Atriz: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Ator: Gerin Black, por Cana
Melhor Fotografia: Gabriel Lucena, por Gastronomia do Olho
Melhor Direção de Arte: Catapreta, por Fundura
Melhor Figurino: Leviathan, por Futuro Decadance
Melhor Trilha Sonora: Daniel Rone Guilherme Xavier, por Cana
Melhor Edição de Som: Daniel Nunes, por Fundura
Melhor Montagem: Leviathan (AL), por Futuro Decadance
Prêmio Abraccine – Melhor Longa-Metragem: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco
Longa-metragem
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
Melhor Longa-Metragem – Júri Popular: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Melhor Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
Melhor Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Melhor Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas (RS)
Melhor Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
Melhor Atriz Coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
Melhor Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
Melhor Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
Melhor Trilha Sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
Melhor Edição de Som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Melhor Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
Prêmio Abraccine – Melhor Curta-Metragem: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
MOSTRA BRASÍLIA – 29º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Oficial: Dora, de Murilo Abreu
Melhor Longa-Metragem- Júri Popular: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor Curta-Metragem – Júri Popular: Hacker Leonilia
Melhor Direção: Rafael Lobo, por Mapas
Melhor Roteiro: Talita Carvalho, por Madre
Melhor Atriz: Micheli Santini, por Dora
Melhor Ator: Lupe Leal, por Impostor
Melhor Fotografia: Petrônio Neto e Nicolau, por Ar-Dor
Melhor Direção de Arte: Lucas Gehre e Nadine Diel, por Mapas
Melhor Trilha Sonora: João Tomé, por Nem Todos Sabem
Melhor Edição de Som: Bernardo Paixão, por Ar-Dor
Melhor Montagem: Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
Prêmio Fipresci – Melhor Filme pela Crítica Internacional: Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo
Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB): Mulheres do Bando, de Thamires Vieira
PRÊMIOS ESPECIAIS
Prêmio Especial do Júri: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Troféu Saruê: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Menção Honrosa – Longa: Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Menção Honrosa – Curta: Mariposa
Melhor Filme de Temática Afirmativa (Prêmio Codipir): Tiró e a Onça, de Wera Poty
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Longa-Metragem: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
Prêmio Zózimo Bulbul – Melhor Filme Curta-Metragem: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
Prêmio Marco Antônio Guimarães (Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro): Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha
Prêmio Canal Brasil: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier
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