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Cinema

Vidro, o filme: 5 coisas para se esperar da nova produção de Shyamalan

Longa que dá sequência a Corpo Fechado (2000) e Fragmentado (2016) estreia nesta quinta (17/1) nos cinemas

16/01/2019 05:30
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Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação
Vidro, o filme: 5 coisas para se esperar da nova produção de Shyamalan

Vidro, o filme, estreia nos cinemas nesta quinta (17/11) para finalmente dar forma à chamada trilogia Eastrail 177, em referência ao acidente de trem visto em Corpo Fechado (2000). Há quase duas décadas, o longa de M. Night Shyamalan mexeu com a cultura pop ao trazer uma visão realista, intrigante e completamente autoral para o universo dos super-heróis.

A figura central de Vidro, que também dá sequência a Fragmentado (2016), é Elijah Price (Samuel L. Jackson), um intelectual habituado a negociar obras de arte e fabricar teorias a partir de histórias em quadrinhos. Em Corpo Fechado, ele descobre que David Dunn (Bruce Willis), um segurança, saiu ileso de um desastre.

No novo filme, Dunn persegue Kevin Wendell Crumb (James McAvoy), o protagonista de Fragmentado. Ex-funcionário de um zoológico, ele se multiplica em 23 personalidades. Até que surge a 24ª, apelidada de A Besta, espécie de evolução monstruosa da raça humana. E ela está à solta.

Cinco coisas para se esperar do filme Vidro:

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<b>Heróis e vilões: um delírio?</b>. As sessões de terapia mostradas em Fragmentado (2016) mostraram aspectos perturbadores das personas incorporadas por Crumb. Esse relevo psicológico deve retornar em Vidro através da personagem de Ellie Staple, interpretada por Sarah Paulson. Ele atende pacientes que acreditam terem superpoderes
<b>Sr. Vidro: mais manipulador do que nunca</b>. Como se sabe, Price (Jackson) causou o acidente do trem Eastrail 177 em Corpo Fechado (2000). Denunciado por Dunn, o Sr. Vidro foi preso numa instituição psiquiátrica pelos diversos crimes que cometeu. Desta vez, porém, ele guarda novos segredos que envolvem tanto Dunn quanto Crumb (McAvoy), cuja Besta parece disposta a destruir quem cruzar seu caminho
<b>Desta vez, nada de história de origem</b>. A trilogia só foi ganhando forma ao longo dos anos. Corpo Fechado (2000) saiu logo após o sucesso de O Sexto Sentido (1999) e não foi exatamente um arraso de bilheteria. Dono de uma carreira cultuada, mas acidentada, o diretor só conseguiu concretizar a história de Crumb, antes previsto para aparecer no primeiro filme, em Fragmentado (2016), um hit a partir de um orçamento de apenas US$ 9 milhões – Corpo custou US$ 75 milhões. Shyamalan deu um jeito de encaixar Dunn na última cena para garantir uma sequência. Vidro, porém, não terá nadinha de história de origem. Além de ligar os pontos entre os dois longas, deve propor um desfecho ao universo que ousa especular os reflexos e as consequências de personagens superpoderosos zanzando por nosso frágil mundo. Em entrevistas, o cineasta evita falar em mais uma continuação, mas não descarta completamente essa possibilidade. Tudo depende do desempenho de Vidro, orçado em US$ 20 milhões
<b>A Besta livre para aterrorizar</b>. Um dos trunfos de Fragmentado foi conseguir externar um clima de constante ameaça em ambiente confinado – afinal, trata-se de um filme de cativeiro. A história termina com Crumb revelando A Besta e saindo dos limites do zoológico. Vidro deve mostrar como será o comportamento do animalesco Crumb aqui fora, sem amarras, com terreno livre para se movimentar. Seu oponente, Dunn, além da força descomunal, tem a habilidade de visualizar crimes cometidos pelas pessoas com um simples toque – seu ponto fraco é medo de água e de se afogar
<b>Espere o inesperado</b>. A trilogia Eastrail 177 representa o único universo de super-heróis completamente autoral do cinema: escrito, dirigido e produzido pelo indiano radicado nos EUA M. Night Shyamalan (<i>à direita na foto</i>). Quem conhece o cineasta sabe que ele adora puxar o tapete dos espectadores. Vale lembrar que a própria franquia desconstrói adaptações de HQs e histórias sobre personagens superpoderosos, então dificilmente teremos um embate convencional entre Crumb (James McAvoy), Dunn (Willis) e Price (Samuel L. Jackson)
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Espere o inesperado. A trilogia Eastrail 177 representa o único universo de super-heróis completamente autoral do cinema: escrito, dirigido e produzido pelo indiano radicado nos EUA M. Night Shyamalan (à direita na foto). Quem conhece o cineasta sabe que ele adora puxar o tapete dos espectadores. Vale lembrar que a própria franquia desconstrói adaptações de HQs e histórias sobre personagens superpoderosos, então dificilmente teremos um embate convencional entre Crumb (James McAvoy), Dunn (Willis) e Price (Samuel L. Jackson)

Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação
<b>Heróis e vilões: um delírio?</b>. As sessões de terapia mostradas em Fragmentado (2016) mostraram aspectos perturbadores das personas incorporadas por Crumb. Esse relevo psicológico deve retornar em Vidro através da personagem de Ellie Staple, interpretada por Sarah Paulson. Ele atende pacientes que acreditam terem superpoderes
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Heróis e vilões: um delírio?. As sessões de terapia mostradas em Fragmentado (2016) mostraram aspectos perturbadores das personas incorporadas por Crumb. Esse relevo psicológico deve retornar em Vidro através da personagem de Ellie Staple, interpretada por Sarah Paulson. Ele atende pacientes que acreditam terem superpoderes

Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação
<b>Sr. Vidro: mais manipulador do que nunca</b>. Como se sabe, Price (Jackson) causou o acidente do trem Eastrail 177 em Corpo Fechado (2000). Denunciado por Dunn, o Sr. Vidro foi preso numa instituição psiquiátrica pelos diversos crimes que cometeu. Desta vez, porém, ele guarda novos segredos que envolvem tanto Dunn quanto Crumb (McAvoy), cuja Besta parece disposta a destruir quem cruzar seu caminho
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Sr. Vidro: mais manipulador do que nunca. Como se sabe, Price (Jackson) causou o acidente do trem Eastrail 177 em Corpo Fechado (2000). Denunciado por Dunn, o Sr. Vidro foi preso numa instituição psiquiátrica pelos diversos crimes que cometeu. Desta vez, porém, ele guarda novos segredos que envolvem tanto Dunn quanto Crumb (McAvoy), cuja Besta parece disposta a destruir quem cruzar seu caminho

Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação
<b>Desta vez, nada de história de origem</b>. A trilogia só foi ganhando forma ao longo dos anos. Corpo Fechado (2000) saiu logo após o sucesso de O Sexto Sentido (1999) e não foi exatamente um arraso de bilheteria. Dono de uma carreira cultuada, mas acidentada, o diretor só conseguiu concretizar a história de Crumb, antes previsto para aparecer no primeiro filme, em Fragmentado (2016), um hit a partir de um orçamento de apenas US$ 9 milhões – Corpo custou US$ 75 milhões. Shyamalan deu um jeito de encaixar Dunn na última cena para garantir uma sequência. Vidro, porém, não terá nadinha de história de origem. Além de ligar os pontos entre os dois longas, deve propor um desfecho ao universo que ousa especular os reflexos e as consequências de personagens superpoderosos zanzando por nosso frágil mundo. Em entrevistas, o cineasta evita falar em mais uma continuação, mas não descarta completamente essa possibilidade. Tudo depende do desempenho de Vidro, orçado em US$ 20 milhões
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Desta vez, nada de história de origem. A trilogia só foi ganhando forma ao longo dos anos. Corpo Fechado (2000) saiu logo após o sucesso de O Sexto Sentido (1999) e não foi exatamente um arraso de bilheteria. Dono de uma carreira cultuada, mas acidentada, o diretor só conseguiu concretizar a história de Crumb, antes previsto para aparecer no primeiro filme, em Fragmentado (2016), um hit a partir de um orçamento de apenas US$ 9 milhões – Corpo custou US$ 75 milhões. Shyamalan deu um jeito de encaixar Dunn na última cena para garantir uma sequência. Vidro, porém, não terá nadinha de história de origem. Além de ligar os pontos entre os dois longas, deve propor um desfecho ao universo que ousa especular os reflexos e as consequências de personagens superpoderosos zanzando por nosso frágil mundo. Em entrevistas, o cineasta evita falar em mais uma continuação, mas não descarta completamente essa possibilidade. Tudo depende do desempenho de Vidro, orçado em US$ 20 milhões

Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação
<b>A Besta livre para aterrorizar</b>. Um dos trunfos de Fragmentado foi conseguir externar um clima de constante ameaça em ambiente confinado – afinal, trata-se de um filme de cativeiro. A história termina com Crumb revelando A Besta e saindo dos limites do zoológico. Vidro deve mostrar como será o comportamento do animalesco Crumb aqui fora, sem amarras, com terreno livre para se movimentar. Seu oponente, Dunn, além da força descomunal, tem a habilidade de visualizar crimes cometidos pelas pessoas com um simples toque – seu ponto fraco é medo de água e de se afogar
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A Besta livre para aterrorizar. Um dos trunfos de Fragmentado foi conseguir externar um clima de constante ameaça em ambiente confinado – afinal, trata-se de um filme de cativeiro. A história termina com Crumb revelando A Besta e saindo dos limites do zoológico. Vidro deve mostrar como será o comportamento do animalesco Crumb aqui fora, sem amarras, com terreno livre para se movimentar. Seu oponente, Dunn, além da força descomunal, tem a habilidade de visualizar crimes cometidos pelas pessoas com um simples toque – seu ponto fraco é medo de água e de se afogar

Jessica Kourkounis/Universal Pictures/Divulgação