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Cinema

"São nossas histórias", diz Mariana Brennand sobre Manas

Diretora do premiado Manas, Mariana Brennand relembrou motivos para dar luz a abusos na Ilha de Marajó

15/05/2026 19:12
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Foto: Kevin Tachman/Getty Images
foto colorida de mulher loira de vestido estampado - metrópoles

México – Mariana Brennand estreou como diretora nos cinemas há um ano e ainda vê Manas gerar impacto por onde passa. O longa, protagonizado pela jovem Jamilli Correa, é fruto de mais de 10 anos de pesquisa da documentarista e dá luz aos abusos cometidos contra mulheres e crianças na Ilha de Marajó, no Pará.

Descobrir a existência desses crimes, que ocorrem de forma frequente e velada, deixou a diretora inquieta. “Como mulher, depois de ouvir isso, de saber dessa realidade, para mim era fundamental fazer alguma coisa para tentar ajudar”, avaliou em conversa com o Metrópoles durante o Prêmio Platino Xcaret deste ano.

Ela enfatizou que ouvir histórias de abusos contra crianças que tinham entre 8 e 10 anos “é aterrador”, mas que era necessário mostrá-las.

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Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand
Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand
Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand
Mariana Brennand é diretora de Manas
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Mariana Brennand é diretora de Manas

Foto: Divulgação
Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand
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Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand

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Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand

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Cena de Manas, filme brasileiro de Marianna Brennand

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“Manas surge como uma ficção para tentar dar conta essa realidade, dessas histórias que são nossas histórias. De nós mulheres no Brasil”, completou.

Repercussão de Manas

O filme de estreia de Mariana acumulou prêmios ao passar por festivais de cinema ao redor do mundo, mas também impactos positivos. Na conversa com o Metrópoles, a documentarista revelou que recebe muitos relatos que mulheres que decidiram buscar ajuda após assistir a ficção.

“Em um âmbito pessoal, cada mulher transformada saindo [da sessão] do filme é uma vitória para mim”, celebrou. Além disso, destacou que o Brasil voltou os olhos para Marajó e que espera que agora exista uma maior presença do estado para garantir educação às crianças e punição aos agressores.

*A repórter viajou a convite do Prêmio Platino.