O retorno de Jason Bourne: entenda estilo e influências da saga

Quinto filme da franquia volta a ter Matt Damon no papel principal e estreia nesta quinta (28/7). Relembre os capítulos anteriores e conheça mais sobre a franquia

atualizado

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Universal Pictures/Divulgação
Jason Bourne
1 de 1 Jason Bourne - Foto: Universal Pictures/Divulgação

Nos anos 1990, o John McClane (Bruce Willis) de “Duro de Matar” e a dupla dinâmica Riggs (Mel Gibson) e Murtaugh (Danny Glover) de “Máquina Mortífera” ditaram as regras do cinema de ação: sujeitos engraçados e marrentos. Na década de 2000, Jason Bourne (Matt Damon) passou a representar o tipo de herói frio, distante e perturbado para tempos de vigilância absoluta, terrorismo e conspiração política. Ele retorna em “Jason Bourne”, com estreia prevista para esta quinta (28/7).

Nove anos separam “Jason Bourne” de “O Ultimato Bourne” (2007), último filme estrelado pelo ex-agente desmemoriado da CIA. Em 2016, o mundo é mais instável e perigoso: estamos na era pós-Snowden, em que a espionagem assumiu um ar furtivo, sorrateiro. Bourne retorna em busca de respostas sobre sua família e seu passado.

Estilo e influências
A principal marca da franquia é o realismo urbano cru e descolorido, construído com uso de câmera na mão, cenas trepidantes, pontos de vista subjetivos e montagem ágil. Esse visual bastante identificado com as tramas urgentes dos filmes foi lapidado pelo cineasta inglês Paul Greengrass, que assina três dos cinco longas da franquia.

O diretor começou no jornalismo televisivo, com incursões aqui e ali no cinema. A “estreia” de fato se deu em “Domingo Sangrento” (2002), uma dramatização de fatos reais que credenciou o autor para assumir a franquia Bourne. Ele também levou essa carga semi-documental para outros trabalhos, como “Voo United 93” (2006), que lhe rendeu indicação ao Oscar de melhor diretor, e “Capitão Phillips” (2013), nomeado a melhor filme.

Reprodução/YouTube
O diretor Paul Greengrass: realismo e caos

 

O realismo convence e cativa, mas também soa esquemático e conveniente. Ainda assim, é inegável que a franquia conseguiu criar um estilo próprio, tributário tanto da série “24 Horas” (2001-2010) quanto do jornalismo caótico e ultrainformativo da TV e da internet. A primeira adaptação do herói, por sinal, foi para a telinha, numa minissérie de 1988.

Olhando adiante, a saga também revela influências importantes: o James Bond sisudo e violento feito por Daniel Craig, sobretudo em “Cassino Royale” (2006), e os filmes de ação de Liam Neeson, como a trilogia “Busca Implacável”.

Ouça “Extreme Ways”, música de Moby tocada no final dos filmes da saga:

Os livros
Jason Bourne é dono de uma saga ainda maior na literatura. Criador do personagem, o escritor americano Robert Ludlum assinou a trilogia original entre 1980 e 1990. Nos anos 2000, o autor Eric Van Lustbader usou o personagem em mais dez romances – o mais recente, “The Bourne Enigma”, foi lançado em junho nos EUA.

Rocco/DivulgaçãoBourne começa como um diplomata atuante no sudeste asiático. Depois de perder a família na Guerra do Vietnã, ele treina para se tornar um assassino de elite e se associa a organizações secretas de espionagem, como Medusa e Treadstone, e à CIA. Seu alvo na trilogia é o terrorista venezuelano Carlos (o “Chacal”), baseado em personagem real.

No Brasil, as obras de Ludlum e alguns títulos de Lustbader são publicados pela editora Rocco.

Nos capítulos anteriores…

Universal Pictures/Divulgação

“A Identidade Bourne” (2002)
Bourne acorda flutuando no Mar Mediterrâneo com dois tiros nas costas. Recupera-se e, pouco a pouco, descobre ser um assassino de elite da CIA que falhou na mais recente missão. Foi a porta de entrada do indie Doug Liman em Hollywood – faria mais tarde “Sr. & Sra. Smith” (2005) e “No Limite do Amanhã” (2014).

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“A Supremacia Bourne” (2004)
Bourne descobre ser parte de uma conspiração ainda maior quando a Treadstone, organização clandestina que o treinou, entra na jogada. A CIA intensifica a busca pelo agente enquanto Bourne, ainda à procura de respostas, tenta desesperadamente se esconder mais uma vez. Primeira vez de Paul Greengrass na franquia.

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“O Ultimato Bourne” (2007)
A caça por Bourne ganha contornos jornalísticos e políticos quando a operação Blackbriar, uma evolução da Treadstone, expõe um esquema de vigilância dos cidadãos americanos. Boa recepção da crítica, maior bilheteria da franquia (US$ 442 milhões no mundo) e três estatuetas do Oscar (montagem, e edição e mixagem de som).

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“O Legado Bourne” (2012)
À época, Matt Damon quis dar um tempo. Os estúdios Universal tentaram expandir a mitologia por meio de Aaron Cross (Jeremy Renner), sujeito que participou de um programa de aprimoramento físico e mental de agentes. A proposta não vingou, tanto que “Jason Bourne” é sequência direta de “Ultimato”. Direção de Tony Gilroy, roteirista da franquia com exceção do novo filme.

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