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Aos 70 anos, o carioca Julio Bressane retornou à capital após anos de ausência para apresentar o inédito “Beduíno” fora de competição. Alessandra Negrini e Fernando Eiras compõem o elenco e também subiram ao palco para apresentar o longa. O diretor é o maior vencedor do Festival de Brasília, com quatro Candangos de melhor filme.

“Esse filme é uma invenção de uma produção. A realização foi feita por produtores-realizadores. Nesse sentido, o filme tem herança da pintura de ateliê. Quando existia a pintura, um quadro era feito por muitas mãos”, disse o cineasta.

“Um filme que espero que vocês tolerem. É o real envolvendo tudo, toda a música, os sonhos. O filme trata com intimidade dessa realidade”, explicou Bressane.

Ao fim da sessão, a atriz Alessandra Negrini falou com a imprensa. “Dessa vez, eu consegui assistir ao filme e degustar a produção”, afirmou. Ao ser questionada sobre como foi trabalhar com o diretor, Alessandra disse que a presença de Bressane foi fundamental na sua trajetória. “Julio mudou minha vida. Com ele eu aprendi a linguagem do cinema, aprendi tudo”, disse.

Além disso, Alessandra citou a diferença do Festival de Brasília para outros eventos do tipo: “O Festival é inteligente. É um lugar onde discutem cinema, brigam por cinema e não ficam falando só de números. Aqui esse não é o tom”, elogiou.

 

 

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