Festival de Brasília começa 53ª edição on-line: veja como assistir e votar

Até 20 de dezembro, 53º FBCB apresenta 30 filmes nacionais, entre longas e curtas-metragens

atualizado

metropoles.com

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Myke Sena/Especial para o Metrópoles
52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
1 de 1 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro - Foto: Myke Sena/Especial para o Metrópoles

Uma das mais importantes manifestações culturais da capital resistiu às limitações impostas pela pandemia de Covid-19.  Após um ano de muitas incertezas, o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta terça-feira (15/12) e segue até o dia 20 de dezembro, com programação 100% on-line. É a primeira vez na história que evento troca as telas do Cine Brasília pela televisão e pelo streaming.

“Nada irá substituir o escurinho do cinema, tenho convicção disso. Nem o palco do teatro ficou escuro. Mas a pandemia veio, dentre outras coisas, para nos dizer que na área cultural teremos de nos adaptar a algumas mudanças que funcionarão ao mesmo tempo”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, ao Metrópoles.

Em setembro, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) decidiu cancelar o edital que definiu a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela realização do festival, e assumir os trabalhos diretamente. A decisão foi motivada por críticas de entidades ligadas a profissionais do audiovisual à proposta vencedora.  Uma das queixas do setor era justamente a ausência de menção a plataformas virtuais.

Já na condução da secretaria, o formato on-line domina a programação e gera expectativa de crescimento de público. “Sem dúvida, se antes o Festival estava confinado  ao interior do Cine Brasília, desta vez teremos um incontável número de ‘salas’ em todo o país, de norte a sul. Nesse ponto, é uma oportunidade única para mostrar a importância desse evento, que faz parte do patrimônio cultural de Brasília”, destaca o secretário.
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Cine Brasília terá mostra de filmes
Stepan Nercessian foi um dos vencedores na edição de 2019
Tradicionalmente, o festival é realizado no Cine Brasília
De acordo com manifesto das entidades de cinema, Secec quer mudar local da edição deste ano para o Cine Drive In
O FBCB é Patrimônio Imaterial do DF
Festival surgiu por iniciativa do professor de cinema da Universidade de Brasília, Paulo Emílio Sales Gomes, em 1965. O projeto apresentado pela Eu Ligo também não previu detalhes sobre a medalha que leva o nome do fundador, exigida no edital
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Festival surgiu por iniciativa do professor de cinema da Universidade de Brasília, Paulo Emílio Sales Gomes, em 1965. O projeto apresentado pela Eu Ligo também não previu detalhes sobre a medalha que leva o nome do fundador, exigida no edital

Igo Estrela/Metrópoles
Cine Brasília terá mostra de filmes
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Cine Brasília terá mostra de filmes

Jacqueline Lisboa/ESPECIAL PARA O METROPOLES
Stepan Nercessian foi um dos vencedores na edição de 2019
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Stepan Nercessian foi um dos vencedores na edição de 2019

Igo Estrela/Metrópoles
Tradicionalmente, o festival é realizado no Cine Brasília
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Tradicionalmente, o festival é realizado no Cine Brasília

Daniel Ferreira/Metrópoles
De acordo com manifesto das entidades de cinema, Secec quer mudar local da edição deste ano para o Cine Drive In
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De acordo com manifesto das entidades de cinema, Secec quer mudar local da edição deste ano para o Cine Drive In

Daniel Ferreira/Metrópoles
O FBCB é Patrimônio Imaterial do DF
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O FBCB é Patrimônio Imaterial do DF

Felipe Moraes/Metrópoles
História do festival nas telas

Até 20 de dezembro, 53º FBCB apresenta 30 filmes nacionais, entre longas e curtas-metragens, selecionados entre 698 inscritos.  Um dos destaques da Mostra Brasília, que privilegia a produção local, é o longa-metragem Candango: Memórias do Festival, do cineasta Lino Meireles.

O filme, coprodução do Metrópoles com a Ligocki Entretenimento,  resgata a memória afetiva do Festival.  “Candango é um filme que comemora Brasília como um lugar onde o cinema acontece e reverbera pelo país. Completando 60 anos em 2020, a cidade vai brilhar no festival”, celebra o diretor Lino Meireles.

Lino Meireles
Antes de estrear na capital, filme de Meireles ja passou pela 44ª Mostra São Paulo, pelo Los Angeles Brazilian Film Festival, pelo Festival Internacional de Cinema de Arquivo e pelo Buenos Aires International Film Festival.
Como assistir

Os filmes selecionados para a mostra competitiva serão exibidos pelo Canal Brasil, sempre às 23h.

Já os curtas da seleção oficial e as obras da Mostra Brasília estarão disponíveis na plataforma Canais Globo durante o festival.  Para acessá-los, é preciso criar um login no site da sua operadora de TV à Cabo e usá-lo no aplicativo.

Como votar

Tradicional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a votação do júri popular está mantida nesta edição 53, na qual os filmes serão transmitidos pelo Canal Brasil (longas da Mostra Oficial, de 15 a 20/12) e na plataforma Canais Globo (curtas da Mostra Oficial, de 16 a 20/12; longas e curtas da Mostra Brasília, de 17 a 20/12).

Clique aqui para votar.

Programação

Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem, estreia nesta terça, abrindo a edição de 2020. Na produção, a diretora diretora Natara Ney, investiga uma história de amor entre uma moradora de Campo Grande (MS) e um carioca, registrada em um lote de 110 cartas,  encontrado em uma Feira de Antiguidades. “Uma história sobre amor, tempo e memória”, segundo a sinopse. Confira a programação completa:

Mostra Oficial Longa-Metragem, com exibições no Canal Brasil, às 23h:

15/12
Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem
Natara Ney, Documentário, PE/RJ/MS, 83 min

16/12
Longe do Paraíso
Orlando Senna, Ficção, BA, 106 min

17/12:
A Luz de Mario Carneiro
Betse de Paula, Documentário, RJ, 73 min

18/12
Por Onde Anda Makunaíma?
Rodrigo Séllos, Documentário, RR, 84 min

19/12
Entre Nós Talvez Estejam Multidões
Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, Documentário, MG/PE, 92 min

20/12
Ivan, O TerrirVel
Mario Abbade, Documentário, RJ, 103min

Mostra Oficial Curta-Metragem, disponível em streaming:

  • A Morte Branca do Feiticeiro Negro – Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11mim
  • A Tradicional Família Brasileira KATU – Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25mim
  • Distopia – Lilih Curi, Ficção, BA, 10m38s
  • Guardião dos Caminhos – Milena Manfredini, Experimental, RJ, 3 mim
  • Inabitável – Matheus Faria e Enock Carvalho, Ficção, PE, 19m57s
  • Inabitáveis – Anderson Bardot, Ficção, ES, 25m
  • Noite de Seresta – Muniz Filho, Sávio Fernandes, Documentário, CE, 19m
  • Ouro Para o Bem do Brasil – Gregory Baltz, RJ, Documentário, 17m24s
  • Pausa Para o Café – Tamiris Tertuliano, Ficção, PR, 5mim
  • República – Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s
  • Quanto Pesa – Breno Nina, Ficção, MA, 23min
  • Vitória – Ricardo Alves Jr. Ficção, MG, 14m

Mostra Brasília, disponível em streaming

  • Algoritmo – Thiago Foresti, Ficção, 20min
  • Questão de Bom Senso – Péterson Paim, Documentário, 29m53s
  • Do Outro Lado – David Murad, Ficção, 15m36s
  • Rosas do Asfalto – Daiane Cortes, Documentário, 19m57s
  • Eric – etícia Castanheira, Documentário, 13m50s
  • Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro – Raquel Piantino, Animação, 13mim
  • Delfini Brasília, Olhar Operári – Maria do Socorro Madeira, Documentário, 22m58s
  • Curumins – Pablo Ravi, Documentário, 17m14s
Programação Paralela:

Além da exibição de filmes, a mostra conta com programação paralela, assinada pelo curador curador e diretor artístico do 53° FBCB, Silvio Tendler . “Vamos debater da situação atual da Cinemateca até questões ligadas às representatividades de cineastas negros, LGBTQI+ e de mulheres”, salienta Silvio.

Todas as atividades serão abertas ao público e remotas em salas da plataforma Zoom, com algumas delas transmitidas ao vivo pelo YouTube da Secretaria de Cultural e Economia Criativa (Secec). As oficinas precisam de inscrições prévias pelo e-mail: mesasfestival53@gmail.com;mesasfestival53@gmail.com

Entre os participantes, há cineastas e artistas que fizeram a história do Festival de Brasília e do cinema nacional, como Helena Ignez, Luiz Carlos Barreto, Joel Zito Araújo e Marcela Cartaxo. “Reunimos um time de primeira grandeza proporcional à magnitude do Festival de Brasília”, comemora Tendler.

A lista completa de atividades desta edição está disponível no site da Secretaria Cultura (clique para acessar).

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