Festival de Brasília começa 53ª edição on-line: veja como assistir e votar
Até 20 de dezembro, 53º FBCB apresenta 30 filmes nacionais, entre longas e curtas-metragens
atualizado
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Uma das mais importantes manifestações culturais da capital resistiu às limitações impostas pela pandemia de Covid-19. Após um ano de muitas incertezas, o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta terça-feira (15/12) e segue até o dia 20 de dezembro, com programação 100% on-line. É a primeira vez na história que evento troca as telas do Cine Brasília pela televisão e pelo streaming.
“Nada irá substituir o escurinho do cinema, tenho convicção disso. Nem o palco do teatro ficou escuro. Mas a pandemia veio, dentre outras coisas, para nos dizer que na área cultural teremos de nos adaptar a algumas mudanças que funcionarão ao mesmo tempo”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, ao Metrópoles.
Em setembro, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) decidiu cancelar o edital que definiu a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela realização do festival, e assumir os trabalhos diretamente. A decisão foi motivada por críticas de entidades ligadas a profissionais do audiovisual à proposta vencedora. Uma das queixas do setor era justamente a ausência de menção a plataformas virtuais.
Já na condução da secretaria, o formato on-line domina a programação e gera expectativa de crescimento de público. “Sem dúvida, se antes o Festival estava confinado ao interior do Cine Brasília, desta vez teremos um incontável número de ‘salas’ em todo o país, de norte a sul. Nesse ponto, é uma oportunidade única para mostrar a importância desse evento, que faz parte do patrimônio cultural de Brasília”, destaca o secretário.
História do festival nas telas
Até 20 de dezembro, 53º FBCB apresenta 30 filmes nacionais, entre longas e curtas-metragens, selecionados entre 698 inscritos. Um dos destaques da Mostra Brasília, que privilegia a produção local, é o longa-metragem Candango: Memórias do Festival, do cineasta Lino Meireles.
O filme, coprodução do Metrópoles com a Ligocki Entretenimento, resgata a memória afetiva do Festival. “Candango é um filme que comemora Brasília como um lugar onde o cinema acontece e reverbera pelo país. Completando 60 anos em 2020, a cidade vai brilhar no festival”, celebra o diretor Lino Meireles.

Como assistir
Os filmes selecionados para a mostra competitiva serão exibidos pelo Canal Brasil, sempre às 23h.
Já os curtas da seleção oficial e as obras da Mostra Brasília estarão disponíveis na plataforma Canais Globo durante o festival. Para acessá-los, é preciso criar um login no site da sua operadora de TV à Cabo e usá-lo no aplicativo.
Como votar
Tradicional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a votação do júri popular está mantida nesta edição 53, na qual os filmes serão transmitidos pelo Canal Brasil (longas da Mostra Oficial, de 15 a 20/12) e na plataforma Canais Globo (curtas da Mostra Oficial, de 16 a 20/12; longas e curtas da Mostra Brasília, de 17 a 20/12).
Programação
Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem, estreia nesta terça, abrindo a edição de 2020. Na produção, a diretora diretora Natara Ney, investiga uma história de amor entre uma moradora de Campo Grande (MS) e um carioca, registrada em um lote de 110 cartas, encontrado em uma Feira de Antiguidades. “Uma história sobre amor, tempo e memória”, segundo a sinopse. Confira a programação completa:
Mostra Oficial Longa-Metragem, com exibições no Canal Brasil, às 23h:
15/12
Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem
Natara Ney, Documentário, PE/RJ/MS, 83 min
16/12
Longe do Paraíso
Orlando Senna, Ficção, BA, 106 min
17/12:
A Luz de Mario Carneiro
Betse de Paula, Documentário, RJ, 73 min
18/12
Por Onde Anda Makunaíma?
Rodrigo Séllos, Documentário, RR, 84 min
19/12
Entre Nós Talvez Estejam Multidões
Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, Documentário, MG/PE, 92 min
20/12
Ivan, O TerrirVel
Mario Abbade, Documentário, RJ, 103min
Mostra Oficial Curta-Metragem, disponível em streaming:
- A Morte Branca do Feiticeiro Negro – Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11mim
- A Tradicional Família Brasileira KATU – Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25mim
- Distopia – Lilih Curi, Ficção, BA, 10m38s
- Guardião dos Caminhos – Milena Manfredini, Experimental, RJ, 3 mim
- Inabitável – Matheus Faria e Enock Carvalho, Ficção, PE, 19m57s
- Inabitáveis – Anderson Bardot, Ficção, ES, 25m
- Noite de Seresta – Muniz Filho, Sávio Fernandes, Documentário, CE, 19m
- Ouro Para o Bem do Brasil – Gregory Baltz, RJ, Documentário, 17m24s
- Pausa Para o Café – Tamiris Tertuliano, Ficção, PR, 5mim
- República – Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s
- Quanto Pesa – Breno Nina, Ficção, MA, 23min
- Vitória – Ricardo Alves Jr. Ficção, MG, 14m
Mostra Brasília, disponível em streaming
- Algoritmo – Thiago Foresti, Ficção, 20min
- Questão de Bom Senso – Péterson Paim, Documentário, 29m53s
- Do Outro Lado – David Murad, Ficção, 15m36s
- Rosas do Asfalto – Daiane Cortes, Documentário, 19m57s
- Eric – etícia Castanheira, Documentário, 13m50s
- Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro – Raquel Piantino, Animação, 13mim
- Delfini Brasília, Olhar Operári – Maria do Socorro Madeira, Documentário, 22m58s
- Curumins – Pablo Ravi, Documentário, 17m14s
Programação Paralela:
Além da exibição de filmes, a mostra conta com programação paralela, assinada pelo curador curador e diretor artístico do 53° FBCB, Silvio Tendler . “Vamos debater da situação atual da Cinemateca até questões ligadas às representatividades de cineastas negros, LGBTQI+ e de mulheres”, salienta Silvio.
Todas as atividades serão abertas ao público e remotas em salas da plataforma Zoom, com algumas delas transmitidas ao vivo pelo YouTube da Secretaria de Cultural e Economia Criativa (Secec). As oficinas precisam de inscrições prévias pelo e-mail: mesasfestival53@gmail.com;mesasfestival53@gmail.com
Entre os participantes, há cineastas e artistas que fizeram a história do Festival de Brasília e do cinema nacional, como Helena Ignez, Luiz Carlos Barreto, Joel Zito Araújo e Marcela Cartaxo. “Reunimos um time de primeira grandeza proporcional à magnitude do Festival de Brasília”, comemora Tendler.
A lista completa de atividades desta edição está disponível no site da Secretaria Cultura (clique para acessar).












