Fernanda Torres diz que EUA patrocinaram a ditadura no Brasil

Ao falar sobre Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres falou sobre o lado político antigo e atual do filme em recente entrevista

atualizado

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Foto colorida de Fernanda Torres durante entrevista a Jimmy Kimmel - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Fernanda Torres durante entrevista a Jimmy Kimmel - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

Seguindo sua campanha ao Oscar pela performance em Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres falou sobre o lado político do filme e citou que a ditadura militar foi patrocinada pelos Estados Unidos, durante a Guerra Fria.

Em entrevista à Variety, a atriz brasileira falou sobre vários temas, incluindo sobre a questão política de Ainda Estou Aqui. Para Fernanda o filme tem importância socialmente e politicamente.

“Diferentes gerações foram ver este filme e ficaram tocadas e orgulhosas. Este filme é algo muito especial para o Brasil. A ditadura no Brasil não foi algo que aconteceu isoladamente. Foi parte da Guerra Fria. Os Estados Unidos patrocinaram a ditadura no Brasil. Foi uma época distópica. Mas esta não é apenas uma história sobre o passado — é também um reflexo do agora”, afirmou a atriz para a revista.
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Fernanda Torres no filme Ainda Estou Aqui
Eunice Paiva (Fernanda Montenegro) no final de Ainda Estou Aqui
Ainda Estou Aqui
Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui
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Fernanda Torres interpreta Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui

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Fernanda Torres no filme Ainda Estou Aqui
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Fernanda Torres no filme Ainda Estou Aqui

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Eunice Paiva (Fernanda Montenegro) no final de Ainda Estou Aqui
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Eunice Paiva (Fernanda Montenegro) no final de Ainda Estou Aqui

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Ainda Estou Aqui
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Ainda Estou Aqui

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A atriz também se falou sobre o reflexo do filme aos acontecimento de hoje em dia. “Novamente, estamos cheios de medo, divididos e com raiva. O populismo e a ideia de que um estado violento pode colocar ordem na bagunça moderna — é tentador. Mas devemos resistir”.

Brasileiros na internet

Um dos tópicos da entrevista foi a campanha dos brasileiros nas redes sociais a favor de Ainda Estou Aqui. Fernanda, que defendeu que as indicações do filme não fossem celebradas como Copa do Mundo, viu o contrário acontecer, com um forte alvoroço dos brasileiros nas redes.

“Nós consumimos nossa própria cultura — temos muito orgulho dela. Mas quando alguém faz o milagre de cruzar a fronteira e é reconhecido no mundo, o Brasil enlouquece”, explicou Fernanda.

A revista pontuou também que Fernanda se difere de outros concorrentes ao Oscar, que usam as mídias sociais como uma estratégia, deixando os fãs tomarem a liderança. “Eles estão fazendo isso por conta própria. Estão garantindo que as pessoas vejam o filme e saibam que ele merece reconhecimento”, destacou.

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