Diretora de filme do DF selecionado para Gramado: “É uma vitória coletiva”

Por Que Você Não Chora?, da brasiliense Cibele Amaral, discute a saúde mental de mulheres. Elenco tem Bárbara Paz

atualizado 07/09/2020 21:36

Por Que Você Não ChoraDivulgação

O filme Por Que Você Não Chora?, da cineasta brasiliense Cibele Amaral, será o representante do Distrito Federal no 48º Festival de Cinema de Gramado, que, por conta da pandemia de Covid-19, será exibido on-line de 18 a 26 de setembro.

Em entrevista ao Metrópoles, a cineasta brasiliense, que é a primeira mulher da capital a concorrer com um filme de ficção no festival, celebrou a indicação.

“A gente tem que comemorar essas conquistas, senão morremos, deixamos de existir. Além disso, é uma vitória coletiva, são mais de 200 pessoas envolvidas no filme”, lembrou Cibele Amaral.

Ambientado no DF, com locações na Universidade de Brasília (UnB), Parque da Cidade, Riacho Fundo e outros locais da cidade, Por Que Você Não Chora? é protganizado por Bárbara Paz e Carolina Monte Rosa. Em Gramado, a produção vai competir na categoria Longas Brasileiros.

O filme aborda um tema que cresceu, coincidentemente, durante a pandemia: a sáude mental de mulheres. Cibele Amaral, que também é psicóloga, discute a questão por meio de uma personagem borderline e sua relação com uma estudante de psicologia.

“O filme é sobre a questão da saúde mental ligada à mulher, abordamos também o tema do suicídio”, revela Cibele Amaral. “Nesta pandemia, o suicídio cresceu, o feminicídio aumentou. Precisamos falar sobre isso. Essas questões estão explodindo”, completa.

Por Que Você Não Chora
Pôster do filme Por Que Você Não Chora
Crise cultural

Em um contexto de crises sanitárias, políticas e econômicas, profissionais da área de cultura têm se visto em constantes embates contra os governos locais e federal – como mostrou a disputa entre o secretário de Cultura, Mario Frias, e o humorista Marcelo Adnet.

Com verbas públicas de fomento minguando, Cibele Amaral acredita que a presença no festival é uma forma de mostrar que a arte brasiliense segue mais viva do que nunca.

“Estar em Gramado é muito importante. Faz com que o Brasil todo fale de uma filme de Brasília, nos dá auto-estima para seguir na luta, mostra que estamos vivo, atuantes”, opina a realizadora.

 

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Lançamento

Em meio às incertezas da pandemia de Covid-19, Cibele Amaral ainda não sabe quando o filme entrará em circuito. Com boa parte das salas de cinema fechadas no Brasil, ela, a Ancine e a distribuidora pensam em estratégias de divulgação.

“Há a possibilidade de ser lançado em streaming, mas depende de alguns ajustes e autorizações. Os filmes precisam de plateia, seja no cinema ou no streaming”, conclui.

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