Diretora brasileira celebra estreia em Berlim: “Fruto de políticas públicas”

Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, primeiro longa de Janaína Marques, estreou na Mostra Fórum do Festival de Berlim

atualizado

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Imagem colorida do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques - Metrópoles - Foto: Divulgação

O Brasil vem ampliando sua presença no cenário internacional do cinema. Na esteira dos sucessos de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, produções nacionais ocupam cada vez mais espaço em festivais pelo mundo. É o caso de Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha. O primeiro longa de Janaína Marques estreou em 15 de fevereiro, na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, dentro da mostra Fórum. A produção venceu o Prêmio do Júri de Leitores do Tagesspiegel, um dos jornais mais importantes da Alemanha.

O filme é definido como um road movie do inconsciente e acompanha Rosa (Verônica Cavalcanti), que tenta acessar uma memória feliz durante uma ressonância magnética. Ao mergulhar no próprio subconsciente, ela reconstrói uma viagem imaginada com a mãe, Dalva (Luciana Souza). A partir disso, o filme debate temas como reencontro e reconciliação.

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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Estreia na mostra Fórum

Para a diretora, a seleção para a mostra Fórum coroou o trabalho da equipe, que se esforçou bastante durante as filmagens em 2021, em meio à pandemia.

“A mostra Fórum da Berlinale representa tudo que eu acredito no cinema. É uma mostra que seleciona filmes de riscos, filmes mais radicais, filmes que usam na forma, na linguagem e é tudo que eu acredito no cinema. Eu gosto muito da linguagem cinematográfica. Então, eu estou muito feliz”, afirmou ela em entrevista ao Metrópoles.
Imagem colorida da cineasta Janaina Marques - Metrópoles
A cineasta Janaina Marques

Janaína não é uma estreante no cenário de festivais. Em 2010, o curta Los Minutos, Las Horas estreou na Cinéfondation do Festival de Cannes e repercutiu bastante entre as produções latino-americanas no festival.

“Com o meu primeiro longa entrando na Berlinale, é uma expectativa de que a Berlinale traga ao longa tudo que o que Cannes trouxe pro curta. Foi uma linda trajetória onde vários outros festivais tiveram interesse de ver, atingiu muitos públicos”, recordou a cineasta.

Após a circulação internacional, o filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha deve chegar às salas brasileiras em outubro. Janaína espera que o público receba a obra com a mesma entrega com que foi feita. “Que o filme realmente saia ao mundo e possa tocar as pessoas para o bem, para o positivo positivo”, afirmou.

Cinema brasileiro em destaque internacional

Durante a entrevista, a cineasta também analisou o destaque recente de produções brasileiras no exterior. Ela relaciona o momento a políticas públicas de incentivo à diversidade e à descentralização.

“Sinto que isso é muito fruto de políticas públicas que incentiva a descentralização, que incentiva a diversidade. É o Brasil de verdade na tela. É o Brasil representativo, é esse Brasil miscigenado, é esse Brasil da mistura, esse Brasil real mesmo”.

Para Janaína, essa diversidade permitiu que ela e diversas outras realizadoras pudessem criar filmes com “narrativas tão femininas”. “Eu sou fruto disso, eu sou exemplo disso. É um o Brasil que dá certo”.

Além disso, a cineasta destaca que esse reconhecimento internacional fortalece a identidade nacional. “O cinema é agora a nova paixão nacional. As pessoas celebram o cinema como se fosse Copa do Mundo. Ver nossas histórias e isso ser divulgado para o mundo traz autoestima, traz pertencimento, traz identidade”.

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