Diretor de O Agente Secreto quebra silêncio sobre uso da Lei Rouanet
Kleber Mendonça Filho, diretor de O Agente Secreto, quebrou o silêncio sobre uso da Lei Rouanet no cinema

Kleber Mendonça Filho, diretor do aclamado O Agente Secreto, quebrou o silêncio nesse domingo (18/1) e viralizou com uma resposta afiada sobre ter usado ou não a Lei Rouanet para financiar a gravação do filme estrelado por Wagner Moura.
Em resposta a uma publicação do Governo Federal, o cineasta esclareceu que não teve apoio da lei de incentivo, mas afirmou que gostaria de se beneficiar da legislação no próximo projeto.
“Nunca fiz um filme com a Lei Rouanet, mas quero muito”, escreveu em um comentário. “Quem sabe o próximo? É um excelente mecanismo de apoio a cultura no Brasil”, acrescentou.
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Acontece que, independentemente da vertente política, nenhum projeto de longa-metragem brasileiro pode receber repasses da Lei Rouanet. Isso porque, segundo o texto, apenas obras de curta e média-metragem podem fazer jus à lei de incentivo.
O Agente Secreto, no entanto, recebeu R$ 7,5 milhões pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine, por meio da Chamada Pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, aprovada em fevereiro de 2024.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO longa poderia contar ainda com uma verba de R$ 4 milhões para a distribuição do filme no Brasil, conforme prevê o investimento do FSA. Contudo, a produção decidiu não optar pelo incentivo.
O Agente Secreto teve um orçamento de R$ 27.165.775. Do total restante, cerca de R$ 5,5 milhões correspondem a investimentos da iniciativa privada brasileira. O filme recebeu ainda cerca de R$ 14 milhões de incentivos de outros países: França, Alemanha e Holanda.

















