Dark Horse: distribuidora busca registro e não definiu data de estreia
Ao Metrópoles, a distribuidora informou que pediu o primeiro registro necessário para que o filme possa ser exibido nos cinemas do Brasil

Dark Horse, a polêmica cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, cumpriu o primeiro requisito para que o filme seja lançado nos cinemas do Brasil. Ao Metrópoles, a distribuidora Europa Filmes afirmou nesta terça-feira (7/7) que o pedido de Registro de Obra Estrangeira (ROE) foi protocolado na Agência Nacional de Cinema (Ancine).
Em outras palavras, a produção, que retrata a campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, deu início ao processo administrativo para que o filme, que é uma produção estrangeira, possa ser exibido comercialmente nas salas de cinema do país. Agora, o pedido está em análise na Ancine, que afirmou à reportagem que “não antecipa conclusões sobre o mérito” de processos em curso.
Caso o ROE seja aprovado, a distribuidora ainda precisará solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT), documento que oficializa o registro da obra junto à agência. Apenas com o certificado emitido, será possível dar entrada no pedido de classificação indicativa junto ao Ministério da Justiça e concluir as demais exigências legais para que o filme possa ser lançado nos cinemas brasileiros.
“A distribuidora segue conduzindo os tramites regulatórios, comerciais e operacionais necessários para a definição do cronograma de estreia. A data oficial de lançamento será divulgada oportunamente, após a conclusão dessas etapas”, concluiu a Europa Filmes em nota ao Metrópoles.
Vale lembrar que Dark Horse foi alvo de investigações da Ancine. À época, a agência buscava esclarecer a natureza da produção e o papel da Go Up Entertainment, empresa responsável pelo longa, para definir se o filme deveria ser tratado como uma produção brasileira ou estrangeira gravada no Brasil.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesÀ produtora, foi exigido o envio de documentos como contratos, plano de filmagem e informações sobre os profissionais estrangeiros envolvidos na produção.
Empresa de filme sobre Bolsonaro recebeu dinheiro do PCC
A empresa Entre Investimentos, responsável por repassar os investimentos do bancàrio Daniel Vorcaro à produção sobre a história da família Bolsonaro, está sendo alvo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo relatórios que a colunista Andreza Matais, do Metrópoles, teve acesso, a empresa teria repassado mais de R$ 26 milhões, de fevereiro a abril de 2025, a uma firma de consultoria tecnológica que responde a outros proccessos de repasses ilegais.
Segundo a versão do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Entre Investimentos teria sido a empresa para qual o banqueiro Daniel Vorcaro enviou dinheiro para supostamente financiar o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Vale lembrar que segundo o deputado federal Mario Frias (PL-RJ), roteirista do filme, Flávio Bolsonaro não tem qualquer participação societária na produção nem na empresa responsável pelo longa, tendo apenas cedido os direitos de imagem da família Bolsonaro para a realização do projeto.






















