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Cinema

Crítica: "Velozes e Furiosos 8" tem ação absurda e espírito de equipe

No novo "Velozes e Furiosos", Dom é chantageado por uma terrorista e trai os amigos. O filme representa a etapa mais ambiciosa da franquia

13/04/2017 05:29, atualizado 01/08/2019 11:23
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Universal Pictures/Divulgação
Crítica: “Velozes e Furiosos 8” tem ação absurda e espírito de equipe

“Velozes e Furiosos 8” é o tipo de aventura amalucada e absurda que se espera da franquia mais extravagante da Hollywood contemporânea. Após atingir a marca de sexta maior bilheteria da história (US$ 1,5 bilhão) com “Velozes 7”, o que falta para a família de Dominic Toretto (Vin Diesel)?

Resposta: uma traição de Dom para remexer os ânimos da equipe, mais um punhado de locações bonitas e Charlize Theron de vilã. Com F. Gary Gray no comando – o quinto diretor a trabalhar na saga –, o oitavo “Velozes” alcança uma escala digna de Roland Emmerich (“Independence Day”), o autor-mor dos filmes de desastre.

Fora um ou outro flerte com o início da franquia, como o racha em Cuba disputado na abertura, “Velozes 8” funciona como um “Missão: Impossível” anabolizado. Dom é cooptado pela hacker riponga Cipher (Charlize) para ajudá-la, em termos simples, a iniciar a Terceira Guerra Mundial: deixar grandes cidades sem energia, usar armas nucleares, etc.

O mote típico de filme de espionagem logo serve de desculpa para que “Velozes” mostre as cenas de ação mais espetaculares de toda a franquia – e talvez de qualquer blockbuster recente. Traídos, mas desconfiados, Letty (Michelle Rodriguez), Hobbs (Dwayne Johnson), Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris) e Ramsey (Nathalie Emmanuel) procuram por Dom em Manhattan.

Entre manobras e amizades
Até que Cipher, como uma feiticeira da era digital, dá a partida em centenas de carros na metrópole. A distância, atrás de um teclado de computador, aciona um exército veículos sem motorista no encalço de um político russo em missão diplomática na cidade de Nova York. Com direito a uma chuva de automóveis do alto de um estacionamento predial.

Outra “sutileza” vista em “Velozes 8” é armar um clímax na Rússia, com um submarino acossando carros esportivos. Por mais que as cenas de ação soem espetaculares, o filme só engrena pela maneira como Gray reforça o espírito coletivo, algo que o diretor já realizou no filme de assalto “Uma Saída de Mestre” (2003) e na biografia rapper “Straight Outta Compton” (2015).

Dom é o herói, claro, mas ninguém age sozinho. Todos fazem sacrifícios pelos amigos. E todos ganham tempo de tela suficiente para brilhar, fazer piadas (Jason Statham que o diga) e manobras que desafiam a gravidade. “Velozes 8” é o filme de equipe carismático e inventivo que as franquias de super-herói ainda são incapazes de entregar.

Avaliação: Bom

Veja horários e salas de “Velozes e Furiosos 8”.