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Cinema

O universo "Velozes e Furiosos": entre rachas e missões impossíveis

No oitavo capítulo, a franquia "Velozes e Furiosos" estica novamente seus próprios limites. Entenda como a saga evoluiu ao longo dos anos

12/04/2017 05:30, atualizado 12/04/2017 07:20
Montagem/Universal Pictures/Divulgação
Velozes e Furiosos

“Velozes e Furiosos” é uma franquia de família. Pelo menos é o que o personagem de Vin Diesel, Dominic Toretto, vive dizendo entre uma aventura e outra. Jogo de palavras à parte, a definição serve para explicar o sucesso da saga mais lucrativa da história dos estúdios Universal (US$ 3,9 bilhões) e um fenômeno de popularidade. O oitavo capítulo estreia nesta quinta-feira (13/4).

Quem viveu o fim dos anos 1990 e o início da década 2000 talvez lembre que corridas ilegais, os tais pegas ou rachas, eram comuns nas grandes cidades. Hoje, seria absurdo pensar que os filmes da franquia – sobretudo a partir do quinto – tenham algum “compromisso” com a realidade.

Pasmem: tudo nasceu de um artigo jornalístico publicado na revista “Vibe” sobre disputas clandestinas em Nova York. Roteirista dos dois primeiros longas, Gary Scott Thompson criou os personagens Toretto e Brian (Paul Walker) numa trama policial das mais básicas: um é ladrão de carros, o outro um agente do FBI infiltrado.

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Dos pegas à ação em larga escala
Ao longo dos anos, a franquia foi largando o clima urbano e adquirindo ares de uma espécie de spin-off tunado de “Missão: Impossível”. Um carro salta de um prédio para outro na Dubai de “Velozes 7”. No oitavo, tem de tudo: de carrões perseguidos por um submarino russo sobre uma plataforma de gelo a um exército de veículos sem motorista provocando o caos em Manhattan.

O ponto de virada se deu em “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011), com Dwayne Johnson (The Rock) a bordo e uma entrega descarada aos artifícios do cinema de ação. A partir daqui, cada novo filme parece desafiar o anterior tanto em escala quanto em humor.

O universo “Velozes e Furiosos”: entre rachas e missões impossíveis - destaque galeria
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"+Velozes +Furiosos" (2003): o filme mais assumidamente car porn (sim, pornô de carros) da franquia. Sintonia perfeita com o game de carros tunados "Need for Speed: Underground"
"Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio" (2006): apesar de ser o terceiro longa, situa-se cronologicamente entre o sexto e o sétimo. Marca a entrada do diretor Justin Lin na saga
"Velozes e Furiosos 4" (2009): sequência direta do segundo, o filme retorna ao clima policialesco do primeiro e investe em ambiciosas cenas de perseguição
"Velozes e Furiosos 5: Operação Rio" (2011): o melhor e mais artificial da franquia, com duelos motorizados e um Rio de Janeiro surreal (a maior parte das cenas foi rodada em Porto Rico)
"Velozes e Furiosos 6" (2013): a saga assume escala de "Missão: Impossível" ao tratar os personagens como anti-heróis inseparáveis
"Velozes e Furiosos" (2001): o mundo das corridas clandestinas em Los Angeles pelo olhar de um ladrão e um agente infiltrado
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"Velozes e Furiosos" (2001): o mundo das corridas clandestinas em Los Angeles pelo olhar de um ladrão e um agente infiltrado

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"+Velozes +Furiosos" (2003): o filme mais assumidamente car porn (sim, pornô de carros) da franquia. Sintonia perfeita com o game de carros tunados "Need for Speed: Underground"
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"+Velozes +Furiosos" (2003): o filme mais assumidamente car porn (sim, pornô de carros) da franquia. Sintonia perfeita com o game de carros tunados "Need for Speed: Underground"

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"Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio" (2006): apesar de ser o terceiro longa, situa-se cronologicamente entre o sexto e o sétimo. Marca a entrada do diretor Justin Lin na saga
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"Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio" (2006): apesar de ser o terceiro longa, situa-se cronologicamente entre o sexto e o sétimo. Marca a entrada do diretor Justin Lin na saga

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"Velozes e Furiosos 4" (2009): sequência direta do segundo, o filme retorna ao clima policialesco do primeiro e investe em ambiciosas cenas de perseguição
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"Velozes e Furiosos 4" (2009): sequência direta do segundo, o filme retorna ao clima policialesco do primeiro e investe em ambiciosas cenas de perseguição

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"Velozes e Furiosos 5: Operação Rio" (2011): o melhor e mais artificial da franquia, com duelos motorizados e um Rio de Janeiro surreal (a maior parte das cenas foi rodada em Porto Rico)
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"Velozes e Furiosos 5: Operação Rio" (2011): o melhor e mais artificial da franquia, com duelos motorizados e um Rio de Janeiro surreal (a maior parte das cenas foi rodada em Porto Rico)

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"Velozes e Furiosos 6" (2013): a saga assume escala de "Missão: Impossível" ao tratar os personagens como anti-heróis inseparáveis
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"Velozes e Furiosos 6" (2013): a saga assume escala de "Missão: Impossível" ao tratar os personagens como anti-heróis inseparáveis

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"Velozes e Furiosos 7" (2015): o filme se despede de Paul Walker e avança na mitologia ao admitir cenas de ação cada vez mais absurdas e reforçar os sentimentos de família improvisada, mas genuína
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"Velozes e Furiosos 7" (2015): o filme se despede de Paul Walker e avança na mitologia ao admitir cenas de ação cada vez mais absurdas e reforçar os sentimentos de família improvisada, mas genuína

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O universo “Velozes e Furiosos”: entre rachas e missões impossíveis - imagem 8
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A trágica morte de Paul Walker cimentou o que passou a ser o elo fundamental entre os personagens da série: o amor à família e tudo o que nele se envolve – sacrifícios, espírito de equipe, respeito mútuo. Pode parecer brega, mas é inegável a força em torno de “Velozes 7” (2015), feito durante e após o luto. O longa arrecadou US$ 1,516 bilhão, a sexta maior bilheteria da história.

“Velozes e Furiosos 8” tenta dar um passo além de várias maneiras. Povoa a trama de personagens, dá várias piscadinhas para longas anteriores, traz Charlize Theron como vilã e mostra cenas de ação grandiosas ambientadas em Cuba, Nova York e Rússia. O céu – ou melhor, o espaço – é o limite.