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Cinema

Crítica: Os Jovens Titãs em Ação! é o melhor filme da DC em anos

Animação da Warner Bros. acompanha super-heróis adolescentes que sonham em virar estrelas de Hollywood

30/08/2018 08:42
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Warner Bros./Divulgação
Crítica: Os Jovens Titãs em Ação! é o melhor filme da DC em anos

No universo de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas, os super-heróis se equilibram entre proteger os fracos e oprimidos e estrelar filmes de Hollywood sobre eles mesmos. Ser astro do cinema é praticamente um requisito para ganhar reconhecimento e respeito – dos pares e das pessoas comuns.

Adaptados da série de TV homônima, Robin, Ciborgue, Ravena, Mutano e Estelar nunca foram tema de nenhuma produção cinematográfica, apesar do inegável talento para piadas e números musicais. Esse sonho vira obsessão para o fiel ajudante do Batman.

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Os jovens Titãs: loucas aventuras por um lugar ao sol em Hollywood
Mutano, Estelar, Robin, Ravena e Ciborgue: o quinteto de Titãs
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Slade é o arqui-inimigo dos heróis adolescentes
Pôster de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas
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Os jovens Titãs: loucas aventuras por um lugar ao sol em Hollywood
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Mutano, Estelar, Robin, Ravena e Ciborgue: o quinteto de Titãs
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Animação comenta de forma espirituosa a cultura cinematográfica em torno dos super-heróis
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Slade é o arqui-inimigo dos heróis adolescentes
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Slade é o arqui-inimigo dos heróis adolescentes

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Pôster de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas
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Pôster de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas

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Claramente uma animação sem grandes pretensões de bilheteria – custou apenas US$ 10 milhões –, o longa consegue se valer de uma certa licença poética ao usar os Titãs para comentar o atual momento da indústria de entretenimento, tão dependente de super-heróis. Esses filmes querem dominar o mundo – no mundo deles e aqui fora, na realidade. Não por acaso, até Stan Lee, da editora rival Marvel, se “infiltra” na trama em duas aparições nada discretas.

A mistura tresloucada de humor (infantil e adulto) e cenas de ação levam para o cinema um pouco da estética das animações televisivas – textura visual simples e ênfase no roteiro autoirônico. Os Titãs precisam de um arqui-inimigo. Slade se apresenta como principal candidato. E de alguém que se interesse em filmá-los. Ninguém melhor que Jade Wilson, a maior diretora de filmes de super-heróis.

O ritmo de Os Jovens Titãs por vezes sofre para converter essa dinâmica da telinha em um filme de 84 minutos. De qualquer maneira, há uma vibração meio autodestrutiva e maluquinha que deve interessar sobretudo aos adultos.

Em certo momento da história, os Titãs, desesperados por um lugar ao sol em Hollywood, voltam no tempo e mexem nas origens de super-heróis famosos, para que eles não existam no presente. A ideia dá tão errado que o mundo entra num apocalipse sem fim – e sem cinema. Os adolescentes se veem obrigados a desfazer as modificações o quanto antes.

Sobram outras sequências hilárias, como o quinteto fazendo cocô no banheiro de mentira do estúdio e espancando o ator escalado para interpretar Slade – ninguém menos que Shia LaBeouf. Isso sem falar nas incontáveis piadas de bumbum ou nos trailers bizarros baseados no universo do Batman. Até mordomo Alfred, batmóvel e cinto de utilidades ganham filmes próprios.

Dirigido pela dupla Peter Rida Michail e Aaron Horvath e produzido pelo ator Will Arnett (voz de Slade, Lego Batman e BoJack Horseman), Os Jovens Titãs em Ação! não se dispõe a reinventar o cinema de super-herói ou algo do tipo, mas consegue satirizar esse universo de forma mais espirituosa e certeira do que Deadpool, por exemplo. De quebra, ainda é o melhor longa da DC em muito tempo.

Avaliação: Bom