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Cinema

Crítica: Detetives do Prédio Azul não consegue fugir de formato global

Adaptação do popular seriado infantil acompanha três detetives mirins que investigam uma conspiração de bruxos

Felipe Moraes13/07/2017 05:29, atualizado 16/07/2017 15:58
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Daniel Chiacos/Divulgação
Crítica: Detetives do Prédio Azul não consegue fugir de formato global

“D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”, filme baseado na série do canal a cabo Gloob, começa e termina com os investigadores mirins Bento (Anderson Lima), Sol (Letícia Braga) e Pippo (Pedro Henriques Motta) conversando diretamente com a câmera.

São os dois únicos momentos em que o longa esboça um mínimo de ambição cinematográfica. A piscadinha para o público, quebrando a quarta parede (a da tela), evidencia o quanto o seriado é popular entre as crianças.

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No sábado (29/8), a programação é voltada para criançada com Detetives do Prédio Azul
Caio Manhente ficou conhecido nacionalmente após atuar em Detetives do Prédio Azul
Detetives do Prédio Azul
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No sábado (29/8), a programação é voltada para criançada com Detetives do Prédio Azul
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No sábado (29/8), a programação é voltada para criançada com Detetives do Prédio Azul

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Caio Manhente ficou conhecido nacionalmente após atuar em Detetives do Prédio Azul
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Caio Manhente ficou conhecido nacionalmente após atuar em Detetives do Prédio Azul

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Detetives do Prédio Azul
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Detetives do Prédio Azul

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Misturando folhetim detetivesco e um mundo mágico algo “Harry Potter”, “D.P.A.” acompanha três crianças desbravando o bairro de Ipanema e outros lugares do Rio de Janeiro em busca de pistas sobre uma possível conspiração.

Magia e investigação
“D.P.A.” tenta erguer um universo de fantasia que até esboça uma singela filiação com clássicos da TV brasileira, como o “Castelo Rá-Tim-Bum”. Feitiços transformam pessoas em animais. Passes de mágica permitem teletransporte, amuletos protegem lugares e pessoas.

Há uma comunidade de bruxos vivendo no Rio, sendo que uma das mais experientes, a Dona Leocádia (Tamara Taxman), é síndica do tal prédio azul em que vivem Bento, Sol, Pippo e suas famílias. Rachaduras aparecem certa manhã.

O trio de investigadores desconfia que os bruxos Jaime Quadros (Otávio Müller), Temporão (Ailton Graça), Mari P. (Maria Clara Gueiros) e Bibi Capa Preta (Mariana Ximenes) estão envolvidos em um suposto estratagema para demolir o prédio.

Produto para convertidos
A fotografia cristalina, sem ambiguidades, e a encenação típica de matinê infantil revelam o quanto “D.P.A.” é mais uma transposição entre formatos (da TV para o cinema) do que necessariamente uma tradução. Um produto capaz de gerar interesse em quem já se acostumou a ver os detetives mirins na telinha.

O mais chocante é o quanto o filme consegue desperdiçar alguns atraentes valores de produção – como o clímax envolvendo um genuíno submarino – em prol de uma narrativa totalmente conformada em seguir cartilhas globais.

Avaliação: Ruim

Veja horários e salas de “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”