Crítica: De Repente uma Família trata adoção com ar de Sessão da Tarde
Filme é mais uma parceria do diretor Sean Anders e do ator Mark Wahlberg
atualizado
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Em De Repente uma Família, filme que estreia nesta quinta-feira (29/11) em todos os cinemas do país, os desafios da adoção são abordados de maneira leve e, ao mesmo tempo, tocante. A nova parceria do diretor Sean Anders e do ator Mark Wahlberg — responsáveis por Pai Em Dose Dupla (2015) — consegue reunir todos ingredientes da nossa boa e velha Sessão da Tarde: emoção, comédia e uma conclusão no melhor estilo “moral da história”.
A trama é inspirada na própria vida de Anders e sua esposa Beth, na vida real pais de três filhos adotivos. A proximidade com histórias verídicas deixa pendente no ar um sentimento forte de empatia pelos personagens. Fator que beneficia, e muito, a produção.
Na ficção, Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) formam um casal de quarentões bem-sucedidos que resolvem adotar uma criança. Juntos, eles passam a frequentar um grupo de apoio para pessoas com o mesmo desejo, a fim de entenderem de maneira mais ampla o largo passo que estão prestes a dar.
No local, além de conhecerem pessoas de realidades diversas (gays, héteros, mães solteiras…), os futuros pais e mães compartilham angústias e dificuldades do processo. As reuniões, lideradas pelas personagens das atrizes Octavia Spencer (A Forma da Água) e Tig Notaro (Sobrevivendo ao Inferno), rendem algumas das cenas mais hilárias do filme.
Durante um encontro com as crianças à espera de uma família, Pete e Ellie acabam se interessando pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), mas a jovem traz na bagagem dois irmãos menores: os pequenos Juan (Gustavo Quiroz) e Lita (Julianna Gamiz). Sem relutância, mas também sem ideia das complicações que estão por vir, o casal resolve não separar os irmãos e leva todos para casa.
A partir daí, o longa faz um relato honesto sobre as dificuldades de adaptação de uma família com filhos vindos de lares desestruturados e vítimas de abandono. Mas também mostra pequenas vitórias que vão da conquista da confiança dos novos membros da família até a cumplicidade sincera entre uma família construída sobre bases fortes de afeto.
Avaliação: Bom














