Crítica: Robin Hood tinha tudo para ser um filme divertido
O longa tenta atualizar a história clássica, mas não sai da mediocridade
atualizado
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Bons atores, como Taron Egerton, Jamie Foxx e Ben Mendelsohn, devem ter perdido uma aposta. Robin Hood: A Origem tinha tudo para ser um filme divertido sobre um personagem que todos conhecem, mas acabou virando uma história maçante e sem sentido.
No começo do longa, a narração de Egerton, que interpreta Robin, já é o bastante para você entender o tipo de filme em cartaz: “Poderia te entediar com a história, mas você não escutaria”, diz o ator. Clichê!
O diretor, Otto Bathurst, é responsável por episódios de séries como Peaky Blinders (2013–2017) e Black Mirror (2011). No cinema, realizou 17 projetos. Robin Hood – A Origem levou avaliação positiva de 17% no Rotten Tomatoes e 50% de aprovação da audiência.
Ao longo do filme, a história continua evoluindo. As cenas de luta são pouco explosivas e a satisfação com essa obra acaba se perdendo nas duas horas de projeção. O primeiro ato põe o protagonista contra o xerife de Nottingham, interpretado por Ben Mendelsohn, e provavelmente a melhor parte do longa-metragem.
O longa procura modernizar a clássica história com um figurino diferenciado, usando tecidos e cortes de roupa diferentes, fazendo um contraste direto com o cenário e o dialeto usado. A pior parte é o decote permanente de Marian (Eve Hewson), personagem que só aparece no filme para apoiar os homens de sua vida. A trama faz uma tentativa de torná-la um ícone empoderado, mas não consegue tirar a obra da mediocridade.
O filme poderia ter sido ótimo: bons atores, cinematografia boa, CGI de qualidade, um diretor que foi convidado por algumas das melhores séries da atualidade… Porém, algumas coisas apenas não funcionam.
Avaliação: Regular














