A Hora do Desespero aposta em tiroteio escolar e nem Naomi Watts salva
A indicada ao Oscar em duas oportunidades é a “única atriz presente” no filme, que se passa durante uma corrida e toda no celular
atualizado
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A Hora do Desespero chega aos cinemas nesta quinta-feira (9/6). O filme tenta trazer suspense e ação com um enredo que se passa, basicamente, durante uma corrida de Amy (Naomi Watts) pela floresta. A forma como a narrativa é conduzida deixa claro que a pandemia, momento em que tudo foi gravado, atrapalhou, mas não evitou que o longa fosse feito. Phillip Noyce traz a indicada duplamente ao Oscar, como grande chamariz para seduzir os cinéfilos, mas nem o bom desempenho da atriz consegue salvar a produção.
A interação de Naomi com pessoas de carne e osso, que seja em casa, antes do exercício de Naomi, ou quando ela encontra seus filhos e volta para casa, resume-se a 10 minutos — dos 90 minutos totais da trama . De resto, a protagonista está sozinha e a tensão é toda criada em volta do isolamento e da sensação de impotência da personagem principal. Antes de prosseguirmos com a crítica, confira o trailer e a sinopse oficial do filme.
“Enquanto sai para correr, Amy Carr (Naomi Watts) tenta escapar do que é sua corrida diária. Ao seu redor não há nada além de uma estrada rural durante o raiar do dia. Tudo está em silêncio, nada além de paz de espírito enquanto ela se exercita, até que uma chamada inesperada de celular a paralisa.
Seu mundo desaba enquanto ela está a quilômetros de casa. Ela descobre que há um atirador na escola de seu filho. Como está muito longe de casa ou da área de informações dos pais, ela faz o que pode para proteger seu filho e lidar com a situação enquanto tenta encontrar o caminho.
Sua persistência a leva a ter contato direto com o atirador e fornecer informações muito necessárias antes que a polícia possa entrar na escola. O filme se passa em uma pequena cidade, acontece em tempo real e se desenrola predominantemente em uma estrada rural, enquanto a protagonista tenta manter seu filho adolescente seguro.
Como a própria descrição da produção conta, todo o suspense se passa por conta de um atirador, que a propósito é uma figura que representa bastante o medo dos cidadãos americanos, visto o alto número de casos registrados todos os anos.
A melancolia e impotência que o longa tenta passar, principalmente ao mostrar que nada podemos fazer em relação a uma situação com essas, apenas torcer para que tudo saia bem, como Amy faz, é outro ponto alto da obra cinematográfica. Porém, tudo se perde quando a protagonista tenta resolver tudo com diálogo, seja com a polícia, seja com o atirador, o que acaba tirando essa sensação de “mãos atadas”.
Entretanto, o longa se torna muito genérico e previsível, uma vez que tudo está contra a personagem principal e todas as “forças da natureza” buscam atrasar uma solução. Phillip Noyce tenta, com emoção e compaixão, trazer o telespectador para dentro dos acontecimentos, mas falha em diversos pontos e o tudo termina de uma maneira esperada e que não surpreende.
A grande realidade é que o assunto, por mais delicado que seja, faz com que a trama seja fraca e muito pautada em uma tela de celular, podendo, até mesmo, ser uma crítica aos nossos tempos atuais, mas que deixa os 90 minutos em que o telespectador fica a frente da telona como uma verdadeira Hora do Desespero. O filme erra muito e nem Naomi Watts salva a produção.
Avaliação: Ruim
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