A Febre, filme de Maya Da-Rin, vai competir no Festival de Locarno

Projeto marca a estreia da diretora em longas-metragens. Seleção do evento suíço ainda tem novidades de Pedro Costa e Kiyoshi Kurosawa

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atualizado 17/07/2019 10:35

O filme brasileiro A Febre, da diretora Maya Da-Rin, vai competir no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça. A seleção, divulgada nesta quarta (17/07/2019), colocou a produção nacional como única representante do país no evento. Novidades de diretores como Pedro Costa (Vitalina Varela), também em competição, e Kiyoshi Kurosawa (To the Ends Of The Earth), na seção Piazza Grande, marcam presença no lineup oficial (veja lista completa no fim da matéria).

Em A Febre, acompanhamos o indígena Justino, de 45 anos. Ele trabalha como vigilante de um porto de cargas e mora na periferia. Após a morte da mulher, ele vê a filha, Vanessa, prestes a sair de casa para estudar medicina em Brasília. Entre chuvas fortes e dias de sol implacável, ele é acometido por uma febre e sonha com uma criatura da floresta. Segundo a sinopse oficial, “não sabe se quem o persegue é um animal ou um homem”.

Reprodução/Facebook
Maya Da-Rin: longa de estreia compete em Locarno
Momento do cinema brasileiro

A seleção do primeiro longa de Maya Da-Rin em Locarno representa mais uma vitória do cinema brasileiro em 2019. Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, venceu o prêmio do júri em Cannes, e A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz, faturou Um Certo Olhar, mostra paralela do festival francês.

Em Berlim, festival no qual o Brasil historicamente se dá bem – Central do Brasil (1998) e Tropa de Elite (2007) foram consagrados por lá –, o país marcou presença com filmes como A Rosa Azul de Novalis, de Rodrigo Carneiro e Gustavo Vinagre, Greta, de Armando Praça, Divino Amor, de Gabriel Mascaro, e Espero tua (Re)volta, de Eliza Capai.

Em Sundance, nos EUA, Democracia em Vertigem, documentário de Petra Costa para a Netflix, concorreu entre os títulos de não ficção internacionais, enquanto Divino Amor participou da mostra de dramas estrangeiros.

Brasil em Locarno

Nos últimos anos, o evento suíço tem servido de vitrine para vários títulos brasileiros de peso, como Temporada (2018), vencedor do Festival de Brasília 2018, As Boas Maneiras (2017), ganhador de troféu do júri e do Festival do Rio, Era uma Vez Brasília (2017), longa do ceilandense Adirley Queirós que saiu da mostra com menção especial na seção Signs of Life, e Educação Sentimental (2013), do veterano Julio Bressane.

Confira a seleção oficial do Festival de Locarno 2019:

Competição internacional

The Fever (A Febre) (Brasil/Alemanha/França), de Maya Da-Rin

Echo (Bergmál) (Islândia/França/Suíça), de Rúnar Rúnarsson

Cat In The Wall (Bulgária/Reino Unido/França), de Mina Mileva e Vesela Kazakova

Das Freiwillige Jahr (Alemanha), de Ulrich Köhler e Henner Winckler

During Revolution (Fi Al-Thawra) (Sri-Lanka/Suécia), de Maya Khoury

A Girl Missing (Yokogao) (Japão/França, de Koji Fukada

Height Of The Wave (Coreia do Sul), de Park Jung-bum

Hogar (Itália/Argentina), de Maura Delpero, world premiere

Isadora’s Children (Les Enfants d’Isadora) (França/Coreia do Sul), de Damien Manivel

The Last Black Man In San Francisco (EUA), de Joe Talbot

Longa Noite (Espanha), de Eloy Enciso

O Fim Do Mundo (Suíça), de Basil Da Cunha

The Science Of Fictions (Hiruk-Pikuk Si Al-Kisah) (Índia/Malásia/França), de Yosep Anggi Noen

Technoboss (Portugal/França), de João Nicolau

Terminal Sud (França), de Rabah Ameur-Zaïmeche

Twelve Thousand (Douze Mille) (França), de Nadège Trebal

Vitalina Varela (Portugal), de Pedro Costa

 

Piazza Grande

7500 (Alemanha/Áustria), de Patrick Vollrath

Adoration (Bélgica/França), de Fabrice du Welz

Camille (França), de Boris Lojkine

Days Of The Bagnold Summer (Reino Unido), de Simon Bird

The Girl With The Bracelet (França/Bélgica), de Stéphane Demoustier

If Only (Magari) (Itália/França), de Ginevra Elkann (filme de abertura)

Instinct (Holanda), de Halina Reijn

Lettre à freddy buache (Franã), de Jean-Luc Godard

New Acid (França/Suíça), de Basim Magdy

Notre Dame (França/Bélgica), de Valérie Donzelli

Once Upon A time… In Hollywood (EUA), de Quentin Tarantino

To the Ends Of The Earth (Japão/Uzbequistão/Catar), de Kiyoshi Kurosawa (filme de encerramento)

 

Piazza Grande, Crazy Midnight

Cecil B. Demented (EUA/França), de John Waters

Coffy (EUA), de Jack Hill

Vagenda Stories (Die Fruchtbaren Jahre Sind Vorbei) (Suíça), de Natascha Beller

Diego Maradona (Reino Unido), de Asif Kapadia

Greener Grass (EUA), de Dawn Luebbe e Jocelyn DeBoer

Memories of Murder (Coreia do Sul), de Bong Joon-ho

The Nest (Itália), de Roberto De Feo

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