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Balada

Blocos secretos do Rio: conheça o Carnaval de rua clandestino

Na tentativa de minimizar a multidão, foram se formando agremiações alternativas na capital carioca

Repórter de Balada02/02/2018 05:30, atualizado 02/02/2018 16:02
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25.02.17 - Carnaval de rua - Favorita - Copacabana - Foto: Marco Antônio Teixeira / Riotur
Blocos secretos do Rio: conheça o Carnaval de rua clandestino

O Carnaval do Rio de Janeiro guarda (muitos) segredos. Entre eles, estão os blocos clandestinos – fora da programação oficial. Os pontos de concentração e os horários são divulgados boca-a-boca. Tudo, é claro, ocorre pelas redes sociais.

Uma boa dica é ficar ligado nas selfies do Instagram: elas dão pistas de onde rolam os bloquinhos escondidos. Para facilitar, selecionamos alguns muito disputados e bastante secretos.

Boi Tolo
Em 2006, o Cordão do Boitatá, bloco tradicional do Rio, não saiu e os foliões que chegaram ao local da concentração saíram em cortejo atrás de um homem vestido de anjo que tocava trompete. Assim, nasceu o Boi Tolo, um dos primeiros clandestinos. A brincadeira cresceu tanto que segue todos os anos com os fieis foliões.

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Minha Luz é de LED
A proposta é que os foliões usem luzes de LED pelo corpo, no estilo denominado de tecnotosco. Criado por seis amigos músicos, o bloco toca tecnobrega, techno dos anos 1980, discoteca dos anos 1970 e funk de baile.

Sereias da Guanabara
O bloco é fruto da iniciativa de 10 amigos, liderados pelo jornalista Leo Sales. A ideia, segundo ele, é cair na folia, mas com crítica política e bastante deboche. Vai ter marchinha, axé, samba-enredo e MPB e muita Clara Nunes.

Amigos da Onça
O bloco sai de madrugada, pelo fato de os músicos tocarem em outros eventos durante o dia. O desfile se torna mais tranquilo porque há menos foliões à noite, o que favorece a segurança dentro da folia e a organização.

O Amigos da Onça é composto por pessoas que tocam instrumentos de percussão e sopro. Tem uma ala das “oncetes” e outra de pernas de pau. O repertório é formado por composições próprias e clássicos do Carnaval e da MPB.

Desce, Mas Não Sobe
A agremiação nasceu em Santa Teresa e reuniu uma multidão no ano passado. Informações sobre o local, o dia e a hora só são divulgados boca-a-boca para assegurar o sigilo. É um dos mais secretos do Rio.

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Vem cá, Minha Flor
Os foliões distribuem flores por onde passam. No Carnaval de 2016, ano do primeiro desfile, reuniu milhares de pessoas no Centro. “Levamos música, alegria, purpurina e folia pelas ruas do Rio de Janeiro. Viva o Carnaval de paz e a igualdade!”, diz o grupo.

Viemos do Egyto
A agremiação desfilou pela primeira vez em 2012. Atraindo um grande público LGBT, é formado por foliões fantasiados de faraó e de outros personagens do Egito Antigo. Além de ter apresentações coreografadas, o bloco possui carros alegóricos.

Bunytos de Corpo
Bunytos de Corpo foi criado em 2010 no Recife e chegou ao Rio de Janeiro dois anos depois. O desfile começa à tarde e adentra a madrugada. É conhecido pelas coreografias coletivas que ironizam o culto ao corpo e roupas ao estilo dos anos 1980.

Bloco das Tubas
Trata-se de uma banda – que também tem um bloco de Carnaval e que sai por aí para transformar os espaços públicos e as casas de shows, sempre representando causas sociais importantes.

Bloco Secreto
A festa começou há 12 anos com um grupo de amigos que se juntou para sair sob o nome de Se Melhorar Afunda. Desde então, a cada ano, o bloco sai com um tema, nome e trajeto diferentes. O segredo se torna uma atração para os foliões. Sem página no Facebook, tem um restrito grupo de 40 pessoas no WhatsApp.