Após ataques, Luciana Gimenez planeja série sobre violência de gênero
Após ser chamada de garota de programa por Jorge Kajuru, apresentadora virou porta-voz contra o discurso de ódio direcionado às mulheres

Ao lançar ataques à Luciana Gimenez durante live com Antonia Fontenelle na última quinta-feira (25/03), o senador Jorge Kajuru corroborou com um cenário preocupante, que atinge as mulheres com força no Brasil: a violência de gênero ao qual elas estão expostas, sobretudo na web.
Segundo pesquisa divulgada no ano passado pela ONG Plan International
Aos 51 anos, Luciana Gimenez mostrou que nenhuma mulher está livre de sofrer esse tipo de assédio e decidiu reagir. Para além de medidas judiciais cabíveis, a apresentadora escreveu uma carta aberta em que desabafa não apenas sobre o episódio com Jorge Kajuru, mas sobre todo um sistema de opressão ao qual as mulheres estão submetidas.
“Todos os dias somos atacadas física e psicologicamente por homens machistas e misóginos e a forma que esse tipo de pessoa sorrateira usa para nos atingir e nos calar é através da honra, da estabilidade psíquica ou da nossa integridade física. Foi o que aconteceu comigo recentemente”, iniciou.
“Muitas vezes eles conseguem entrar em nossas mentes e nos quebrar em vários pedaços e mais uma vez vamos lá e recolhemos nossos caquinhos, porque somos resilientes. Mas isso precisa acabar. Precisamos mostrar a esses covardes que assim como somos fortes para nos levantarmos, somos fortes para derrubá-los. Acredito que toda generalização é burra, ou seja, nem todo homem é ruim. Mas os que são psicopatas devem ser expostos e punidos“, continuou.
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Abraçando a causa
No texto, a artista ainda buscou conscientizar as mulheres sobre as várias faces da violência. “O erro do homem abusador psicológico é achar que sua vítima nunca irá se livrar do cativeiro, pois bem, ela é capaz. Porque sabe gritar e não irá hesitar em gritar e pedir ajuda a outras que entendem pelo que ela passa. Mas é importante estarmos atentas e vigilantes para ajudarmos. Assim como eu fiz durante essa pandemia, recomendo a cada uma que se informe e leia mais sobre violência contra a mulher, que aprendam, que vejam que é preciso fazer algo”.
Além da carta, que mobilizou amigos, colegas de profissão e fãs, Luciana pretende levar sua indignação além, transformando a violência sofrida em informação.
O Metrópoles apurou que Luciana Gimenez trabalha com a ideia de desenvolver uma série sobre as mazelas vividas pelas mulheres, em que também vai compartilhar detalhes de sua história. Ainda não se sabe se a produção vai estrear na tevê ou na web.
















