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Distrito Federal

Voz de Loki: golpistas fingem ser de banco e levam R$ 70 mil de vítima. Veja vídeo

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos computadores, celulares, dólares, artigos de luxo e diversos dispositivos

14/11/2025 11:53, atualizado 14/11/2025 18:44
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Imagens Ilustrativas - Kebec Nogueira/Metrópoles
hacker - computador

As polícias civis do Distrito Federal (PCDF) e de São Paulo cumpriram 17 mandados de busca e apreensão, ao longo desta semana, contra três organizações criminosas responsáveis por aplicar golpes em moradores do Gama (DF).

A operação Voz de Loki cumpriu os mandados nas cidades de Cubatão (SP), Guarujá (SP) e São Paulo (SP).

Segundo a PCDF, o prejuízo foi grande para as vítimas: uma perdeu R$ 29,8 mil, outra R$ 59,4 mil e a terceira, R$ 69,7 mil.

O nome Voz de Loki faz referência ao deus da mitologia nórdica conhecido por sua astúcia, manipulação e habilidade em enganar — alusão  direta às longas ligações mantidas pelos golpistas, que chegaram a manter uma vítima por três horas ao telefone.

Foram apreendidos computadores, celulares, dólares, artigos de luxo e diversos dispositivos eletrônicos utilizados na prática dos golpes. Um dos alvos já é reincidente em crimes da mesma natureza e responde em liberdade.

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A operação deflagrada pela 14ª Delegacia de Polícia reuniu três inquéritos que investigam crimes de estelionato nas modalidades conhecidas como falso advogado e falsa central bancária.

Nesses golpes, a vítima recebe ligação de indivíduos que se passam por gerentes de bancos ou atendentes de segurança, sendo induzida a realizar operações em seu aplicativo bancário, o que permite aos criminosos acessar suas contas e subtrair valores.

As investigações, conduzidas ao longo de seis meses, incluíram a análise de relatórios do Coaf, identificação de empresas de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro, e o rastreamento de mais de 500 linhas Voip, a tecnologia que permite fazer chamadas telefônicas pela internet em vez de linhas telefônicas tradicionais que eram usadas pelos criminosos para dificultar a identificação das chamadas.

Os policiais se concentraram no núcleo operacional e identificaram os responsáveis por efetivamente realizar contatos telefônicos e enganar as vítimas.

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