Idosa é enganada em golpe da loteria e perde R$ 3,2 milhões em SP
Quadrilha usou promessa de bilhete de loteria para aplicar golpe em idosa. Duas mulheres foram presas em flagrante
atualizado
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Uma idosa de 66 anos, moradora de São José dos Campos, caiu no famoso “golpe do bilhete premiado” e perdeu mais de R$ 3,2 milhões. A Polícia Civil descobriu o esquema e deflagrou, naa quarta-feira (12/11), a Operação Golpe da Sorte, que teve como alvo criminosos da região.
Segundo os agentes, a idosa enganada fez os depósitos em troca de suposta loteria vencedora. Com base nas investigações, a Justiça determinou o bloqueio de 23 contas bancárias ligadas à quadrilha, totalizando R$ 74,7 milhões. Durante as buscas, duas mulheres foram presas em flagrante, em Rio Claro, por uso de documentos falsos.
Os policiais também apreenderam celulares, computadores, pen-drives, documentos e um veículo que seria usado pelos suspeitos. A operação continua para localizar outros integrantes e identificar se há mais vítimas.
Como funciona o golpe
O chamado golpe do bilhete premiado é um dos mais antigos do país, mas ainda faz vítimas. Os criminosos se passam por ganhadores da loteria que “não conseguem sacar o prêmio”. Eles convencem a vítima de que o bilhete é verdadeiro e oferecem a chance de “comprá-lo” em troca de transferências bancárias com valores menores. A promessa de lucro fácil faz com que a vítima acredite e entregue o dinheiro.
De acordo com a advogada Mônica Villani, especialista em direito digital, o segredo para não cair em golpes é manter a desconfiança. Esses criminosos utilizam uma técnica chamada engenharia social, que consiste em manipular as vítimas com histórias bem elaboradas e pressão psicológica, fazendo com que elas acreditem em situações falsas e ajam de forma impulsiva.
Dicas da especialista:
Se cair em um golpe, a recomendação é agir rapidamente:
- Comunique imediatamente o banco e bloqueie contas e cartões;
- Registre boletim de ocorrência;
- Guarde provas (prints, mensagens, comprovantes de transferências);
- Faça o monitoramento do CPF junto aos órgãos de crédito e ao Banco Central.
